Leitura Sagrada

Cada leitura de mapa que fazemos é como adentrar um Templo, um Mundo Sagrado, repleto de mistérios a serem revelados, onde existem lugares secretos por onde poucos passaram, que guardam segredos, relíquias de valor inestimável, muito particulares acerca de sonhos, desejos, fantasias, medos, idiossincrasias que às vezes só a própria pessoa reconhece, sabe.
É preciso pois ser cuidadoso e pedir permissão para entrar nesse território, munido de mapas de tamanha especificidade que tratam das relações simbólicas que a posição matemática dos astros no momento de nascimento do indivíduo tem com sua vida pessoal. É um espaço tão íntimo e reservado, o universo particular, o universo no particular, que é preciso (de precisão) ter muita delicadeza e respeito para entrar por essa porta, em alguns casos, faz parte da etiqueta (pequena ética) até ser um pouco cerimonioso, e abusar do silêncio quando as vozes da balbúrdia do julgamento prévio acerca do que estamos lendo tomam conta da mente maculando o cenário com pensamentos espúrios, desnecessários: “o mapa não é o território”, e isso é sagrado, não pode ser violado, com o risco de reproduzirmos verdadeiros Testamentos Cósmicos!


Ser como um céu translúcido e transparente acerca dos próprios limites e das limitações do instrumento de nossa atividade, e deixar isso bem claro para o outro, é sempre um bom lugar para começar e é o grande desafio da Leitura Sagrada .

Escrito por José Maria Gomes Neto

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