Os dez avatares de Vishnu

O Deus Vishnu encarnou-se várias vezes na terra para restabelecer a ordem moral. Cada encarnação representa um avatar ( descida).

1. Matsya ou Peixe encarnou-se com o propósito específico de salvar Manu Satyavrata, progenitor da raça humana, durante o dilúvio que inaugurou o presente ciclo da humanidade.

2. Kûrma ou Tartaruga tomou forma a partir da infinitude de Vishnu para recuperar vários tesouros perdidos durante o dilúvio, especialmente o elixir da vida. Tanto as divindades  ou deva quanto os demônios ou asura, colaboraram para bater o oceano como se bate o leite para tirar manteiga, usando a serpente cósmica Ananta como corda e Mandara, a montanha cósmica, como vara de bater. Kûrma serviu como ponto de apoio ou vara. Com isso, todos os tesouros perdidos foram recuperados, restabelecendo-se assim a ordem e o equilíbrio universais.

3. Varâha ou Javali nasceu com a missão de destruir o demônio Hiranyâksha (Olhos de Ouro), que havia inundado a Terra inteira.

4. Nara-Simha ou HomemLeão manifestou-se a fim de destruir o maligno imperador Hiranyakashipu ou Vestimenta de Ouro, que havia tentado, sem conseguir, matar o seu filho Prahlâda, grande devoto de Vishnu. Em virtude de uma dádiva que lhe tinha sido concedida pelo próprio deus Brahma, Hiranyakashipu não poderia ser morto nem de dia nem à noite, nem por um homem, um animal ou uma divindade, nem lado de fora nem do lado de dentro das muralhas do seu palácio. Por isso, Nara-Simha surgiu no crepúsculo, sob a forma de um ser humano com cabeça de leão, e dentro de um pilar. Com suas garras dilacerou o corpo do rei e o destruiu.

5. Vamana ou Anão encarnou-se especificamente para vencer o demoníaco Bali, que havia usurpado o lugar das divindades e obtido o domínio sobre o universo. Vamâna pediu a Bali que lhe desse o quanto de terra lhe fosse possível transpor com três passos. Achando graça no pedido, o demônio imperador o atendeu. Vamâna deu dois passos e transpôs com eles toda a criação; com o terceiro passo, plantou o pé sobre a cabeça de Bali, empurrando-o para os mundos infernais. Como Bali tinha algumas virtudes, Vamâna concedeu-lhe o império sobre o mundo inferior. Os três passos de Vishnu são mencionados já no Rig-Veda.

6. ParashuRama ou Rama com o machado, foi uma encarnação guerreira. Destruiu vinte e uma vezes a casta guerreira, o que é indício de um forte conflito entre os kshatriyas e os brâmanes numa época recuada.

7. Rama  ou O Escuro ou O Agradável, também chamado Râmacandra, foi o soberano justo e sábio de Ayodhyâ e um contemporâneo mais jovem de Parashu-Râma. A história de sua vida nos é relatada pela epopéia Ramayana. Sua esposa Sita ou Sulco de arado, freqüentemente identificada à deusa Lakshmi ou Sita, simboliza o princípio da fidelidade conjugal, do amor e da devoção. Foi raptada pelo rei-demônio Ravana, cujo reino talvez se localizasse no atual Sri Lanka (Ceilão), e resgatada pelo semideus Hanuman, de cabeça de macaco, que representa o princípio do serviço fiel.

8. Krishna ou aquele que Puxa é o Deus-homem, cujos ensinamentos estão registrados no Bhagavad-Gita em muitas outras partes da epopéia Mahabharata. A morte de Krishna deu início ao kali-yuga, a era de trevas na qual ainda estamos e cuja duração total é calculada em alguns milhares de anos.

9. Buddha ou o Desperto nasceu para desorientar os malfeitores e os demônios. Algumas autoridades não crêem que esse avatara tenha sido Gautama, o Buda, mas é praticamente impossível duvidar de que era a ele que se referiam os brâmanes que formularam a doutrina das dez encarnações.

10. Kalki ou o Vil, O Humilde é o avatara que ainda não veio. Vários Puranas o representam montado num cavalo branco e empunhando uma espada de fogo. Sua tarefa será a de destruir este mundo (yuga) e fundar a nova Era de Ouro, ou Era da Verdade (satya-yuga).  Fonte: A Tradição do Yoga, de Georg Feuerstein

Ritual para Ganesha – LUA NOVA

O Deus Ganesha, trás prosperidade, e é desobestruidor de obstáculos.

Devemos ter sempre sua imagem em frente a porta de entrada de nossas casas.

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Este ritual pode ser feito em luas novas ou no festival de Ganesha.

Colocar num recipiente de cobre ou latão, arroz, 9 moedas em cima do arroz, e 9 pedras piritas.

Noutro recipiente devemos colocar pó de sãndalo e açúcar.

Num copinho um pouco de leite, com mel.

Flores, frutas e incenso de sândalo.

Uma vela amarela, branca ou vermelha

Acender a vela, e rodear na imagem 7 vezes, depois acender o incenso e rodear na imagem 7 vezes.

Oferecer o leite com mel, levando simbolicamente a boca do Deus, as frutas exatamente o mesmo.

depois fazer o mantra de Ganesha nove vezes:

Om Gan Ganapataye Namaha

A cada mantra toca um sino, quando acabar, agradece dizendo: Jay Ganesha! 

Ashta Lakshmis

Sri Mahalakshmi é a fonte de todos os tipos de abundância e recursos. Ela representa tudo o que significa valioso em nossas vidas. Lakshmi como feminino também representa os princípios femininos da vida. Suas oito dimensões são uma representação desses oito tipos de auspiciosidade, que são de natureza feminina e são importantes em nossas vidas. O Ashta Lakshmi segue nesta sequência:

Aadi Lakshmi: A forma primordial de Lakshmi, a própria fonte de todos os recursos. Aquele que se casou com Sri Vishnu e o ajudou a preservar a criação. Ela está sempre lá manifestando a abundância da criação.

Dhanya Lakshmi: Dhanya significa grão, esta forma de Devi representa tudo ao seu redor que é a Natureza. O dhanya é a comida que você come e sustenta a vida neste planeta e essa forma de Lakshmi fornece dhanya aos seus devotos. Ela, como mãe natureza, é a criadora de todos os tipos de plantas e vegetação.

Dhairya Lakshmi: Dhairya significa paciência, que é uma qualidade feminina incorporada em todos os seres. Um adorador dessa forma de Lakshmi permanecerá estável, equilibrado e paciente em tempos de situações extremas de angústia e conduzirá seu caminho em direção a uma solução impactante.

Gaja Lakshmi: Gaja significa um elefante, a lenda do samudra manthana ou a agitação do oceano diz que Lakshmi apareceu sentado em um elefante. O elefante é um símbolo de poder abundante e estabilidade eterna em termos de riqueza e auspiciosidade. O elefante também é visto derramando néctar sobre a Deusa, o que significa que a felicidade eterna pode ser experimentada adorando a Deusa por seus devotos.

Santana Lakshmi: Santana significa a progênie, essa forma de Devi é uma deusa da fertilidade. Ela é mãe e representa todos os tipos de seres e animais que dão à luz seus filhotes. Uma descendência é a próxima geração e representa a continuidade da vida que nasce da mãe e permanece em dívida com ela por toda a vida. Como mãe é a criadora de um filho da mesma forma, a mãe Divina é a fonte suprema de toda a vida. O culto a Santana Lakshmi pode trazer fertilidade para aquelas mulheres que são incapazes de conceber um filho.

Vijay Lakshmi: Vijay significa vitória, a vitória novamente tem duas faces. A vitória externa onde são realizadas conquistas e as pessoas consideram derrotar a outra em termos de guerra e situações como uma vitória. A outra face é a vitória interior, a vitória sobre o seu pensamento e emoção, a vitória sobre a mente e o corpo, que é uma vitória espiritual em que alguém percebeu as outras dimensões da existência. O culto a Vijaya Lakshmi concede uma vitória justa aos seus devotos.

Dhana Lakshmi: Dhana significa riqueza, o que é valioso em nossa vida é nossa riqueza. O dinheiro que você ganha, os objetos de valor que você possui não são a única riqueza. O personagem que você tem também é sua riqueza. Um personagem que é justo e tem valores humanos naturalmente se tornará valioso não apenas para você, mas também para os outros. A adoração de Dhana Lakshmi concede riqueza auspiciosa de todos os tipos aos seus devotos.

Vidya Lakshmi: Vidya é sabedoria, a eterna e imutável. O Devi como Vidya Lakshmi é o supremo recurso do conhecimento. Em última análise, o conhecimento é o recurso final da vida, através do qual os outros recursos se tornam úteis e acrescentam significado à sua vida, sem o conhecimento necessário, nada na vida faria sentido. Mesmo a abundância de riqueza material não se sustentará até que um ser tenha a sabedoria necessária para mantê-la. O conhecimento é precioso e Vidya Lakshmi concede isso a seus devotos.

Escrito por Shivam Yadav

Sri Matre Namaha 🙏

Conhecendo a Deusa Kälï

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  • A deusa da morte e da regeneração –

Deusa Kälï é a deusa hindu associada com a morte, a destruição, o tempo, a mudança, renascimento, regeneração e a liberação final. Ela é negra e violenta em suas manifestações no sentido de que ela destrói qualquer coisa que está no caminho da mudança criativa e geradora. Ela destrói o ego centrado e por isso é que ela destrói as estruturas representadas pelo ego focalizado. Conforme as crenças tântricas, bem como na tradição hindu Shakta, ela é considerada como a realidade última do universo ou o Brahman final. Na tradição hindu, ela é chamada como Kalika e também é reverenciada como Bhavatarini, a redentora do universo. Ela é a deusa onipresente para seus devotos, ela é também a deusa mãe benevolente.

  • A deusa virgem –

Ela é considerada como uma deusa virgem, no sentido de que ela é ferozmente independente e sexuada. Aqui temos de fazer uma distinção entre o que se entende por virgindade quando nos referimos a deusa Kälï. É muito diferente do conceito ocidental de virgindade, que conota a castidade sexual. A deusa Kali é diametralmente oposto ao conceito ocidental de virgindade e ela é considerada como o Duti final; ela tem dentro de sí todos os poderes supremos sexuais. Ela gosta de sexo e ajuda na “ascensão” de poderes iogues através do sexo.

  • Kälï como consorte de Shiva –

Kälï e Shiva

Deusa Kälï pode ser igualada em sua energia e manifestações só pelo Senhor Shiva. Somente o Senhor Shiva é considerado como a “outra metade” desta deusa ferozmente independente. Na verdade, uma história na mitologia, só o senhor Shiva pôde acalmar os ânimos de Kälï após um ataque de destruição das forças do mal. Segundo este folclore, quando deusa Kali não parou seu ato de aniquilação e destruição após destruir todas as forças do mal, os deuses e os mortais começaram a tremer de medo e todo os mundos oraram para o senhor Shiva encontrar uma saída. Considerando o pedido de todos os deuses para evitar a destruição total do universo, senhor Shiva decide colocar-se no caminho da fúria da deusa Kälï. Foi apenas quando seu pé caiu sobre o peito do Senhor Shiva que Kälï reconheceu seu consorte e parou sua dança mortal.

  • Kälï, a deusa poderosa da tradição Shakta –

Kälï também está associada com outras deusas da tradição hindu como a deusa Durga, BhadraKälï, Sati, Rudrani, Parvati e Chamunda e juntas elas representam a força suprema do universo feminino, a Shakti. A tradição Shakta da religião hindu é dedicada ao caminho supremo do feminino na forma de Shakti. Kälï também é a principal entre as Dasa Mahavidyas, que são as 10 deusas tântricas.

Kälï
  • Deusa Kälï não é a mesma que Kali Yuga –

Não devemos confundir Kälï com o demônio que representa a Kali Yuga. No Mahabharata há uma menção a este demônio que pretende destruir o mundo do Dharma ou da verdade. Este demônio é dito ser a causa de todas as misérias dos tempos atuais chamados como Kali yuga. Deusa Kälï, por outro lado transcende o tempo e ela existiu em todas as Yugas e ela deve existir mesmo após a existência do universo. Ela é a deusa primordial, que não tem começo nem fim. Ela é a último destruidora e redentora do universo e todos os Yugas incluindo o Kali Yuga e todas as manifestações deste universo será finalmente consumidos por ela e depois ela deve reviver seu ciclo de criação.

  • O significado do nome de Kälï –

Kälï como uma palavra significa a cor negra e é usada para descrever a deusa Kali que possuí esta cor escura ou preta. Associação de Kali com a negritude está em contraste com seu consorte, Shiva, cujo corpo está coberto pelas cinzas brancas da cremação chamadas de samasana “em sânscrito”, no qual ele medita, e com a qual Kälï também é associada, como samasana Kälï. Por outro lado, a palavra “Kala” também significa o tempo e morte. Na tradição hindu, o deus da morte é chamado Kala eo senhor que controla Kala é Shiva e, portanto, ele é retratado como Mahakala. A palavra “Kala” também é usado em associação com a deusa Kälï em virtude da qual ela é referida como a deusa da morte e da destruição. Esta associação de Kali como deusa da morte e da destruição é visto em uma passagem do Mahabharata, representando uma figura feminina que arrebata os espíritos dos guerreiros mortos e animais. Ela é chamada kalaratri que significa noite da morte ou noite eterna. Em sua associação com a morte e a destruição a deusa assume status de primordial e ela é considerada como a destruidora, criadora e redentora do universo. Ela é considerada como tirando vida, bem como dando a vida; ela destrói para dar o renascimento.

  • A origem de Kälï como traçada nos textos –

Os primeiros textos escritos mostram Kälï como uma língua negra de Agni, o deus do fogo. Esta forma de manifestação aparece no Mundaka Upanishad, onde Kälï não é explicitamente mencionada como uma deusa, mas como a língua negra das sete línguas tremeluzentes de Agni, o deus hindu do fogo.

  • Rig Veda –

No entanto, o protótipo real da figura que se manifesta como Kälï aparece no Rig Veda, na forma de uma deusa chamada Raatri. Raatri é considerada o protótipo de ambas as deusas, Durga e Kali. Ela é a deusa da noite. Na era Sangam muito antiga, por volta de 200 AC-200 DC, de Tamilakam, uma deusa como Kälï chamada Kottravai aparece na literatura do período. Como Kälï, ela tem cabelo desgrenhado, inspira medo naqueles que se aproximar dela e festaja em campos de batalha cheios de mortos. Kottravai é a mais antiga forma conhecida semelhante à deusa Kälï mencionado em textos. Mas foi a composição dos Puranas na antiguidade tardia que deu firmemente a Kälï um lugar no panteão hindu.

  • Devi Mahatmya –

Kälï ou Kalika é descrita no Mahatmya Devi também conhecido como o Chandi ou o Durgasaptasati do Markandeya Purana, por volta de 300-600 DC, onde é dito que Kälï fou emanada da testa da deusa Durga, um matadora de demônios, durante uma das batalhas entre as forças divinas e anti-divinas. Neste contexto, Kälï é considerada a forma “forte” da grande deusa Durga.

  • Matsya Purana e Kalika Purana –

Kälï é encontrada no Matsya Purana, por volta de 1500 DC, que afirma que ela originou-se como uma deusa tribal da montanha na parte centro-norte da Índia, na região do Monte Kalanjara agora conhecido como Kalinjar. O Kalika Purana uma obra do século nono ou do começo do décimo é um dos Upapuranas. O Kalika Purana descreve principalmente diferentes manifestações da Deusa, dá seus detalhes iconográficos, montarias, e armas. Ele também fornece procedimentos rituais de adoração à Kalika.

  • Presença de Kälï, desde o início da existência –

Como podemos ver, Kälï é uma deusa muito antiga na tradição hindu, com textos muito antigos e sagrados da religião hindu referindo-se a suas manifestações. Aceitar a verdade que a história humana é mais velha do que quaisquer textos escritos, então podemos imaginar a presença de Kali desde o início da existência. Na verdade, ela é a existência.

  • Tantra Yoga –

Deusas desempenham um papel importante no estudo e prática do Tantra yoga, e são afirmadas serem o central para a natureza do discernimento da realidade como as divindades masculinas são. Tantra Yoga trabalha com o princípio de despertar da “Shakti feminina” que reside nas profundezas de nossa parte inferior da coluna.

  • Ascensão da Kundalini –

Práticas do tantra yoga desperta essa Shakti feminina adormecida como uma serpente enrolada na parte inferior da coluna representada pela região inferior das costas. A partir daí, a Shakti feminina, também chamada como a força da Kundalini é empurrada para cima através dos vários chakras do corpo para finalmente se encontrar com o senhor Shiva no centro da cabeça representada pela testa. Isto é conhecido como a ascensão da Kundalini. Uma vez que a Shakti feminina se funde com o Shiva masculino no centro da cabeça a pessoa atinge a fase de libertação total ou Moksha.

  • Kälï na iconografia tântrica –

Embora Parvati é frequentemente dita ser o destinatário e estudante da sabedoria de Shiva na tradição Tantrica, é Kälï, que parece dominar grande parte da iconografia tântrica, textos e rituais. Em muitas fontes Kälï é elogiada como a realidade mais elevada ou a maior de todas as divindades. O tantra-Nirvana diz que os deuses Brahma, Vishnu e Shiva todos surgiram de suas bolhas como no mar, incessantemente surgindo e desaparecendo, deixando sua fonte original inalterada. Enfatizando sobre as crenças e tradições tântricas agora podemos apreciar a manifestação da deusa Kälï, que é pensada existir antes mesmo da existência e que é considerada a prevalecer mesmo após o fim da existência. Todos as formas e outras manifestações aparecem e desaparecem nela. Ela é o buraco negro do universo, sem começo e sem fim. O Niruttara-tantra eo Picchila-tantra declarar todos os mantras de Kälï, para ser a maior e Yogini-tantra, Kamakhya-tantra eo Niruttara-tantra todos proclamam Kälï Vidyas como manifestações de Mahadevi, ou “a própria divindade”. Eles declaram que ela seja uma essência de sua própria forma ou svarupa de Mahadevi.

  • Mahanirvana-tantra –

No Mahanirvana-tantra, Kälï é um dos epítetos para a shakti primordial, e em uma passagem Shiva elogia: “Na dissolução das coisas, é Kala [tempo] Que vai devorar tudo, e em razão disso, ele é chamado Mahakala [um epíteto do deus Shiva], e então Tu devoras Mahakala, é Tu que és a Kalika Suprema e Primordial. Porque Tu devoras Kala, Tu és Kälï, a forma original de todas as coisas, e porque Tu és a origem de todas as coisas e devoras és chamado de Adya [primordial] Kälï. Retomando após a dissolução Tua própria forma, escura e sem forma, Tu permaneces sozinha como inefável e inconcebível. Apesar de ter uma forma, ainda sem forma, embora a ti mesmo sem começo, multiforme pelo poder da arte de Maya, Tu és o começo de tudo, Criadora, Protetora e Destruidora.”
A figura de Kälï, portanto, representa os aspectos criativos e é a geradora da realidade, bem como os aspectos de consumo na forma de morte, destruição e medo.

  • Kälï a deusa que está além do tempo –

A passagem acima do Mahanirvana-tantra onde o Senhor Shiva elogia Kälï como a força suprema do universo reforça o status da deusa como a realidade última, onde tudo começa e tudo termina. Kälï está além do tempo. Ela está além da criação e destruição. Ela é a energia do universo que existia antes mesmo de qualquer coisa tomasse forma e ela é a força primordial que deve existir mesmo após o término de toda a matéria. Ela é o nada, assim como a semente de toda a criação. Todos os deuses e manifestações nascem de seu ventre e ela finalmente devora tudo para começar um novo ciclo.

Kälï

  • O ritual Pancatattva –

No ritual Pancatattva, o sadhaka corajosamente busca enfrentar Kälï, e, assim, assimila e transforma-la em um veículo de salvação. Isso fica claro no trabalho do Karpuradi-stotra, um elogio curto para Kälï descrevendo o ritual Pancatattva a ela, realizada no crematório. É também chamado como o Samahana-sadhana que diz:
“Ele, Ó Mahakali, que no campo de cremação, nu e com o cabelo desgrenhado, atentamente medita sobre Ti e recita teu mantra, e com cada recitação faz oferecendo a ti mil flores akanda com semente, torna-se, sem qualquer esforço um Senhor da terra. Ó Kälï, quem na terça-feira à meia-noite, depois de ter pronunciado Teu mantra, faz oferecendo ainda, mas uma vez com devoção a Ti de um fio de cabelo de sua Shakti no campo de cremação, torna-se um grande poeta, um Senhor da terra, e sempre vai permanecer sobre um elefante “.

  • Do mundo material para a libertação final –

Além de ajudar em obter os recursos materiais do ritual Pancatattva em si pode tornar-se a semente para o desenvolvimento espiritual. Kälï mostra o caminho da libertação através do mundo material. Ela não nos diz a renunciar ao mundo. Por outro lado, ela nos convida a celebrar o mundo e procurar neste mundo material. Ela está lá para nos levar para a frente a partir de qualquer estágio de desenvolvimento que estamos para a próxima fase. Kälï é a única que pode nos levar a libertação se nós ouvi-la, e procurar activamente nela. Ela nos ensina a destruir as forças negativas em todos nós representado pelo ego e todas as manifestações do ego como ódio, raiva, medo e inveja. Ela gentilmente e com força nos ensina a mover-se com ela e, uma vez que começar a se mover com ela que começa a perceber a verdade da vida e da morte. Além disso, transcendemos o destino para chegar ao nosso objetivo final da vida, como decidido pela própria deusa mãe.

  • O Stotra Karpuradi –

O Karpuradi-stotra indica claramente que Kälï é mais do que terrível, cruel, matadora de demônios que serve Durga ou Shiva. Aqui, ela é identificada como a amante suprema do universo, associada com os cinco elementos. Em união com o Senhor Shiva, que se diz ser o seu esposo, ela cria e destrói mundos. Sua aparência também toma um rumo diferente, seu papel condizente como governante do mundo e objeto de meditação. Em contraste com seus aspectos terríveis, ela assume formas de uma dimensão mais benigna. Ela é descrita como jovem e bonita, tem um sorriso gentil, e faz gestos com suas duas mãos direitas para dissipar o medo e ofertar bençãos. As características mais positivas expostas oferecem a destilação da ira divina em uma deusa da salvação, que livra o sadhaka do medo. Aqui, Kälï aparece como um símbolo de triunfo sobre a morte. Na verdade, esta é a verdadeira forma da deusa Kälï. Ela é o poder supremo com uma capacidade de destruição e criação renovadora. Junto com seu consorte, ela se manifesta na natureza em pleno vigor. Ela tira a dá novamente.

  • O Guru final –

Para seus devotos e adoradores que é fiel a ela. Ela não esconde a sua forma. Ela leva seus devotos através do caminho de rigor e os torna fortes para que possam segui-la. Ela é a deusa mãe que ensina como andar e ainda carrega seus filhos no colo em face de dificuldades insuperáveis. Ela testa seus devotos para o núcleo e depois leva-los para o caminho da verdadeira libertação. Ela é de fato o maior professor e guru do universo. Ninguém pode saber o sentido da existência, a morte, o renascimento e libertação sob qualquer outro professor, exceto ela.

Kälï
  • A escolha a ser feita –

Como eu disse no início da era de Kali, que virá sobre nós e, nestes tempos de revelação, ou nós podemos viver na ignorância da verdade universal ou podemos buscar o Guru final para mostrar o caminho da libertação. Qual o caminho que queremos escolher, a escolha é absolutamente nossa.

Artigo escrito por Sanjay Nair

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Knowing the Goddess Kali

  • The goddess of death and regeneration –

Goddess Kälï is the Hindu Goddess associated with death, destruction, time, change, rebirth, regeneration and ultimate liberation. She is black and violent in her manifestations in the sense that she destroys anything that stands in the path of creative and generative change. She destroys the self focused ego and so does she destroy the structures represented by the self focussed ego. As per the tantric beliefs as well as the mainstream Hindu Shakta tradition she is considered as the ultimate reality of the universe or the ultimate Brahman. In Hindu traditions she is called as Kalika and is also revered as Bhavatarini, the redeemer of the universe. She is the all pervading goddess and to her devotees she is also the benevolent mother goddess.

  • The virgin goddess –

She is considered as a virgin goddess in the sense that she is fiercely independent and sexual. Here we need to make a distinction of what we mean by virginity when we refer to goddess Kali. It is very different from the western concept of virginity which connotes to sexual chastity. Kälï the goddess is diametrically opposite to the western concept of virginity and she is considered as the ultimate Duti with supreme sexual powers. She enjoys sex and helps in “the rising” of yogic powers through sex.

  • Kälï as Shiva’s consort –

Goddess Kälï can be matched in her energy and manifestations only by lord Shiva. Only lord Shiva is considered as the “other half” of otherwise this fiercely independent goddess. In fact as one story in the mythology goes, only lord Shiva could calm the tempers of Kälï after a bout of destruction of the evil forces. As per this folklore when Goddess Kälï did not stop her act of annihilation and destruction after destroying all the evil forces, the Gods and the mortals started trembling with fear and everybody went to lord Shiva to find a way out. Considering the request of all Gods to prevent the total destruction of the universe, lord Shiva decides to put himself in the path of the destructing goddess Kälï. It was only when her foot landed on the chest of lord Shiva that Kälï recognized her consort and stopped her deadly dance.

  • Kälï the powerful goddess of the Shakta tradition –

Kälï is also associated with other goddess of Hindu tradition like goddess Durga, BhadraKälï, Sati, Rudrani, Parvati and Chamunda and together they represent the supreme feminine force of the universe, the Shakti. The Shakta tradition of the Hindu religion is dedicated to the path of the supreme feminine in the form of Shakti. Kälï is also the foremost among the Dasa Mahavidyas that is the ten tantric goddesses.

  • Goddess Kälï not same as Kal yuga –

We should not confuse Goddess Kälï with the demon representing Kal Yuga. In Mahabharata there is a mention of this demon who seeks to destroy the world of the Dharma or truth. This demon is said to be the cause of all the miseries of the current times called as the Kal yuga. Goddess Kälï on the other hand transcends all time and she existed in all Yugas and she shall exist even after the existence of this universe. She is the primordial goddess who has no beginning and no end. She is the ultimate destroyer and redeemer of the universe and all Yugas including the Kal Yuga and all manifestations of this universe will be ultimately consumed by her and thereafter she shall revive her cycle of creation.

  • The meaning of the name Kälï –

Kälï as a word means the feminine black and it is used to describe the dark and black goddess Kälï. Kälï’s association with blackness stands in contrast to her consort, Shiva, whose body is covered by the white ashes of the cremation ground called as the “samasana in Sanskrit’ in which he meditates, and with which Kälï is also associated, as samasana Kälï. On the other hand the word “Kal” also means the appointed time and death. In Hindu tradition the god of death is called Kal and the lord who controls Kal is Shiva and therefore he is referred as Mahakal. The word “Kal” is also used in association with Goddess Kälï by virtue of which she is referred as the goddess of death and destruction. This association of goddess Kälï with death and destruction is seen in a passage from the Mahabharata, depicting a female figure that carries away the spirits of slain warriors and animals. She is called kalaratri which means night of death. In her association with death and destruction the goddess assumes primordial status and she is considered as the destructor, creator and the redeemer of the universe. She is considered as life taking as well as life giving and she destroys to give rebirth.

  • The origin of Kälï as traced in written texts –

The early written texts show Kälï as a black tongue of Agni the fire god. This form of manifestation appears in the Mundaka Upanishad where Kali is not explicitly mentioned as a goddess, but as the black tongue of the seven flickering tongues of Agni, the Hindu god of fire.

  • Rig Veda –

However, the real prototype of the figure manifesting as Kälï appears in the Rig Veda, in the form of a goddess named Raatri. Raatri is considered to be the prototype of both Durga and Kali and she is the goddess of the night. In the very ancient Sangam era, circa 200BCE-200CE, of Tamilakam, a Kälï-like bloodthirsty goddess named Kottravai appears in the literature of the period. Like Kälï she has dishevelled hair, inspires fear in those who approach her and feasts on battlegrounds littered with the dead. Kottravai is the earliest known form similar to goddess Kälï mentioned in texts. But it was the composition of the Puranas in late antiquity that firmly gave Kälï a place in the Hindu pantheon.

  • Devi Mahatmya –

Kälï or Kalika is described in the Devi Mahatmya also known as the Chandi or the Durgasaptasati from the Markandeya Purana, circa 300-600CE, where she is said to have emanated from the brow of the goddess Durga, a slayer of demons, during one of the battles between the divine and anti-divine forces. In this context, Kälï is considered the ‘forceful’ form of the great goddess Durga.

  • Matsya Purana and Kalika Purana –

Another account of the origins of Kälï is found in the Matsya Purana, circa 1500CE, which states that she originated as a mountain tribal goddess in the north-central part of India, in the region of Mount Kalanjara now known as Kalinjar. The Kalika Purana a work of late ninth or early tenth century is one of the Upapuranas. The Kalika Purana mainly describes different manifestations of the Goddess, gives their iconographic details, mounts, and weapons. It also provides ritual procedures of worshipping Kalika.

  • Presence of Kälï from the very beginning of existence –

As we can see that Kälï is a very ancient goddess of the Hindu tradition with very old and sacred texts of the Hindu religion referring to her manifestations. Accepting the truth that human history is older than any written texts we can imagine the presence of Kali from the very beginning of existence. In fact she is the existence.

  • Tantra yoga –

Goddesses play an important role in the study and practice of Tantra yoga, and are affirmed to be as central to discerning the nature of reality as the male deities are. Tantra yoga works on the principle of awakening of the “feminine Shakti” that resides in the depths of our lower spine.

  • Kundalini rising –

Practice of Tantra yoga awakens this feminine Shakti sitting dormant as a coiled serpent in the lower spine represented by the lower back region. From there the feminine Shakti also called as the Kundalini force is pushed upwards through the various chakras of the body to finally meet lord Shiva at the centre of the head represented by the forehead. This is known as Kundalini rising. Once the feminine Shakti merges with the masculine Shiva at the centre of the head we reach the stage for total liberation and Moksha.

  • Kälï in tantric iconography –

Although Parvati is often said to be the recipient and student of Shiva’s wisdom in the form of Tantras, it is Kälï who seems to dominate much of the Tantric iconography, texts, and rituals. In many sources Kälï is praised as the highest reality or greatest of all deities. The Nirvana-tantra says the gods Brahma, Vishnu, and Shiva all arise from her like bubbles in the sea, ceaselessly arising and passing away, leaving their original source unchanged. Emphasizing on the tantric beliefs and traditions we can now appreciate the manifestation of goddess Kälï who is thought to exist even before the existence and who is considered to prevail even after the end of existence. All forms and other manifestations appear from her and disappear in her. She is the black hole of the universe with no beginning and no end. The Niruttara-tantra and the Picchila-tantra declare all of Kälï’s mantras to be the greatest and the Yogini-tantra, Kamakhya-tantra and the Niruttara-tantra all proclaim Kali vidyas as manifestations of Mahadevi, or “divinity itself”. They declare her to be an essence of her own form or svarupa of the Mahadevi.

  • Mahanirvana-tantra –

In the Mahanirvana-tantra, Kälï is one of the epithets for the primordial shakti, and in one passage Shiva praises her: At the dissolution of things, it is Kala [Time] Who will devour all, and by reason of this He is called Mahakala [an epithet of Lord Shiva], and since Thou devourest Mahakala Himself, it is Thou who art the Supreme Primordial Kalika. Because Thou devourest Kala, Thou art Kälï, the original form of all things, and because Thou art the Origin of and devourest all things Thou art called the Adya [primordial] Kälï. Resuming after Dissolution Thine own form, dark and formless, Thou alone remainest as One ineffable and inconceivable. Though having a form, yet art Thou formless; though Thyself without beginning, multiform by the power of Maya, Thou art the Beginning of all, Creatrix, Protectress, and Destructress that Thou art. The figure of Kälï therefore represents the creative and generative aspects of the reality as well as the consuming aspects in the form of death, destruction and fear.

  • Kälï the goddess who is beyond time –

The above passage from Mahanirvana-tantra where lord Shiva praises Kälï as the supreme force of universe reinforces the status of the goddess as the ultimate reality where everything begins and everything ends. Kälï is beyond time. She is beyond creation and destruction. She is the energy of the universe which existed even before any matter took shape and she is the primal force which shall exist even after the termination of all matter. She is nothingness as well as the seed for all creation. All gods and manifestations take birth from her womb and she ultimately devours everything to start the cycle anew.

  • The Pancatattva ritual –

In the Pancatattva ritual, the sadhaka boldly seeks to confront Kälï, and thereby assimilates and transforms her into a vehicle of salvation. This is clear in the work of the Karpuradi-stotra, a short praise to Kälï describing the Pancatattva ritual unto her, performed on cremation grounds. It is also called as the Samahana-sadhana and it goes like this- “He, O MahaKälï who in the cremation-ground, naked, and with dishevelled hair, intently meditates upon Thee and recites Thy mantra, and with each recitation makes offering to Thee of a thousand Akanda flowers with seed, becomes without any effort a Lord of the earth. O Kälï, whoever on Tuesday at midnight, having uttered Thy mantra, makes offering even but once with devotion to Thee of a hair of his Sakti in the cremation-ground, becomes a great poet, a Lord of the earth, and ever goes mounted upon an elephant”.

  • From the material world to ultimate liberation –

Apart from helping in gain the material resources the Pancatattva ritual in itself can become the seed for further spiritual development. Kälï shows the path of liberation through the material world. She does not tell us to renounce the world. On the other hand she calls us to celebrate the world and seek her in this very material world. She is there to take us forward from whichever stage of development we are on to the next stage. Kälï is the one who can lead us to liberation provided we listen to her, and actively seek her. She teaches us to destroy the negative forces in all of us represented by the ego and all manifestations of the ego like hatred, anger, fear and jealousy. She gently and forcefully teaches us to move with her and once we start moving with her we start realizing the truth of life & death. Further we transcend the destiny to reach our ultimate purpose of life as decided by the mother goddess herself.

  • The Karpuradi Stotra –

The Karpuradi-stotra clearly indicates that Kälï is more than a terrible, vicious, slayer of demons who serves Durga or Shiva. Here, she is identified as the supreme mistress of the universe, associated with the five elements. In union with Lord Shiva, who is said to be her spouse, she creates and destroys worlds. Her appearance also takes a different turn, befitting her role as ruler of the world and object of meditation. In contrast to her terrible aspects, she takes on hints of a more benign dimension. She is described as young and beautiful, has a gentle smile, and makes gestures with her two right hands to dispel any fear and offer boons. The more positive features exposed offer the distillation of divine wrath into a goddess of salvation, who rids the sadhaka of fear. Here, Kali appears as a symbol of triumph over death. In fact this the true form of goddess kali. She is the supreme feminine power with a capacity of destruction and renewed creation. Along with her consort she manifests nature in full force. She takes away to give anew.

  • The ultimate Guru –

To her devotees and worshipers she is true to her real self. She does not hide her form. She takes her devotees through the path of rigour and makes them strong so that they can follow her. She is the mother goddess who teaches how to walk and still carries her children on her lap in the face of insurmountable difficulties. She tests her devotees to the core and then leads them to the path of true liberation. She is in fact the ultimate teacher and guru of the universe. Nobody can learn the meaning of existence, death, rebirth and liberation under any other teacher except her.

  • The choice to be made –

As I said in the beginning the age of Kälï has come upon us and in these times of revelation, either we can live in ignorance of the universal truth or we can seek the ultimate Guru to show the path of liberation. Which path we want to choose, the choice is absolutely with us.

Article by Sanjay Nair

Sri Radhaashtami

Sri Radha rani, o ser que se tornou divino ao se apaixonar pelo próprio Senhor. Radha não se importava com nada quando se tratava dele, ela era capaz de perceber quem ele era e os outros não. Ela se dissolveu nele através de sua devoção, onde ambos se tornaram a mesma expressão daquele divino.

A vida de Radha inspira as pessoas a se apaixonarem por quem criou tudo, em vez de ter medo disso. Bhakti é o caminho do divino, apenas os escolhidos com a graça de lalita parmeshwari o percorrem como o srimati Radha rani fez por devi como Govindrupini. Radhe Radhe.

Sri Matre Namaha.

Magia com Nós: As Amarrações das Bruxas

Hoje em dia quando falamos em amarrações, sempre gera um mal-estar muito grande.Pensa-se primeiramente nos feitiços de amor, onde se obriga a pessoa a ficar com alguém que ela não quer, desrespeitando assim seu livre arbítrio, oque de fato pode ser realizado por meio da magia com nós.
As amarrações são técnicas mágicas milenares, suas origens datam pelo menos 4.000 anos nas tabuletas cuneiformes da Milenar Suméria, nelas são encontradas descrições de vários tipos de magia envolvendo o uso de nós.
Apesar de ser conhecida em todas as culturas e provavelmente por todas as eras, a magia com nós foi caindo em desuso e corre o risco de ser completamente esquecida. Mas não podemos permitir que uma magia global, tão simples e tão eficaz caia no esquecimento não é mesmo?

Mas porque uma magia assim estaria caindo no esquecimento?
Por dois simples motivos:

1-Por ser simples! Hoje em dia os bruxos e magos, acham mais belo fazer rituais complexos, com cerimoniais cheio de odes e invocações e simplesmente se esqueceram daquelas magias realizadas por nossos ancestrais, como quando uma vó ao ver seu netinho com soluços fazia um nó numa linha vermelha e colocava em sua testa!

2-Pela marginalização imposta as amarrações: Hoje em dia quando falamos em fazer uma amarração as pessoas já imaginam que vamos amarrar o marido de outrem a uma pessoa q o deseje, sim tais amarrações existem, mas não são as únicas e existem algumas muito útil a todos nós.

A verdade é que a magia como Nós ainda é tão forte e poderosa quanto a 2.000 a.C., e ainda pode ser realizada hoje em dia com bons resultados.
A História da Magia com Nós é realmente fascinante e longuíssima, porém mais interessante são suas técnicas que serão aqui apresentadas, antes porém se faz necessário um lembrete:
“As ações que você executar durante um encantamento ou trabalho de magia não são tão importantes quanto a necessidades por trás deles.”
É muito importante que nas magias de amarrações você envie suas próprias energias (através de carga emocional) em direção a sua necessidade, ou a magia não surtirá nenhum efeito. A magia não é um apanhado de repetições vazias, de palavras e gestos, mas é sim uma experiência envolvente com alta carga emocional, na qual as palavras e gestos são utilizados como pontos focais ou chaves para liberar o poder que nós possuímos.

Os Barbantes
A magia com nós é normalmente praticada com o uso de barbantes, há também pessoas que preferem cipós, capins e ate cordas de bambus, mas todos esses deterioram muito rapidamente, portanto o barbante acabe sendo o fio mais apropriado por ser natural e ter bastante resistência. Podem ser de qualquer cor, mas há associações especificas com cores. Os barbantes devem ser de material natural, como lãs, a melhor, ou algodão. Evite usar barbantes rígidos, ásperos ou sintéticos, como náilon, raiom ou poliéster. Na maioria dos encantamentos não serão necessários mais que 40 a 60 cm de fio, entretanto se forem necessários muitos nós, use bastante barbante, pois os nós consomem muito material.
Mantenha seus barbantes mágicos em lugares seguros, para que não sejam utilizados com outras finalidades, oque faria com que recebessem outras vibrações. Se desejar tecer, fiar ou trançar seus próprios barbantes, eles serão ainda mais poderosos, pois terão sido feitos por suas próprias mãos, e você poderá se concentrar ainda mais em suas próprias necessidades enquanto tece. Tecer é por sí só uma arte mágica.

✔ Uma simples Amarração
Escolha um barbante de qualquer cor desde que lhe agrade (ou use oque estiver em correspondência com a sua necessidade). Visualize firmemente sua necessidade e sentindo o máximo de emoção que puder de um nó bem forte nele. Puxe as extremidades do barbante até que esteja bem tenso; isso libera o poder para que saia e realize o seu pedido.
O poder não está dentro do nó, ele é liberado para fazer com que sua necessidade se manifeste. O barbante com o nó é uma representação física de sua necessidade, assim como uma imagem.
Até que seu desejo se realize mantenha o barbante com você, ou em algum lugar seguro de sua casa. Assegure-se de que o nó não seja desamarrado e se isso acontecer refaça o encantamento. Quando seu desejo for realizado (e isso acontecerá de forma natural, um colar de diamantes não cairá em seu colo dos céus, ou passagens para uma viagem ao redor do mundo com tudo pago não surgirá do nada em cima da sua escrivaninha da sala), você deve queimar esse barbante ou enterrá-lo para que desintegre naturalmente.Este encantamento pode ser realizado para qualquer finalidade, se desejar desfazer ou reverter o encantamento, desamarre o nó, mas se já tiver enterrado ou queimado isso não será mais possível.

✔ Uma Amarração destrutiva
Se houver uma situação, problema ou possível ameaça que esteja encarando, há uma amarração própria para isso:
Apanhe o barbante e visualize nele firmemente o problema que te aflige em todos os mínimos detalhes. Emocione-se com ele, queime de raiva, desmanche-se em lágrimas, quando estiver em seu ápice emocional, amarre fortemente um nó nesse bartante, visualize toda a questão sendo amarrada no nó.
Afaste-se dele, vá para longe do local onde ele está, tome um banho para relaxar e se purificar, coma ou beba um chá para se acalmar, tire o encantamento da cabeça, afaste-o de seu pensamento. Quando suas emoções se estabilizarem, volte ao nó e com calma e em paz o desate. Veja o problema desaparecendo de sua vida. Está feito!

✔ Uma Amarração de Amor
Apanhe três barbantes diversos e de adoráveis cores pastéis, melhor se forem rosa, vermelho e verde, faça uma trança firme com eles. Dê um nó forte próximo de uma extremidade da trança, pensando em seu desejo de amor.A seguir de outro nó, e mais outro até que tenha dado sete nós. Use ou carregue o barbante consigo até que seu desejo de amor seja realizado.Quando isso acontecer ofereça essa trança a um dos elementais(silfos, duendes, salamandras ou ondinas) para que cuidem desse amor, queime ou enterre-o.

✔ Uma amarração de cura
Faça a pessoa doente com um barbante vermelho,desamarre então o nó e atire ao fogo, dizendo:
EU LANÇO ESSE MAL AO FOGO,
QUE ELE SEJA CONSUMIDO
ASSIM COMO O BARBANTE É
QUE DESAPAREÇA COMO A FUMAÇA…
Enquanto o barbante queime visualize a doença queimando.

✔ Uma Amarração Protetora
Apanhe um barbante e dê nele Nove nós, visualizando um escudo, uma espada flamejante, um cadeado, uma arma de fogo, ou oque quer que seja que represente proteção, pendure o barbante em sua casa ou carregue sempre consigo para sua proteção pessoal.

ALGUMAS NOTAS SOBRE A MAGIA COM NÓS:
-Infelizmente a maioria das amarrações que sobreviveu até hoje e de natureza negativa. No entanto há outros métodos e novidades acerca do folclore com nós muito apropriados.
-Ao praticar magia de qualquer espécie é apropriado manter os cabelos soltos e desembaraçados, se forem longos. O símbolo é óbvio: os nós e tranças podem inibir o poder.
-Se ao lançar um feitiço com nós não tiver em mão nenhum barbante e nem nada com o qual possa improvisar, use o poder da mente e visualize-se dando um nó firmemente nesse barbante, se você atingir o grau de concentração necessário, o encanto será tão forte quanto o que uso uma barbante físico.
-Lembre-se sempre: Existe sim, ética e moral na magia e embora sejamos livres sabemos que tudo que fizermos voltará a nós de forma triplicada!!!

अदिति देवी – Aditi Dēvī – A Mãe Primordial Védica

In Portuguese and English

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A primeira menção escrita da deusa Aditi é encontrado no Rig Veda, que se estima ter sido composta durante cerca de 1700-1100 aC.

Aditi é a mãe principal. No Rig Veda, ela é a mãe de todos os deuses e toda a criação.

Aditi teve 33 filhos, dos quais doze são chamados Âdityas, incluindo Surya , onze são chamados Rudras e oito são chamados Vasus.
Os 12 Adityas cujos nomes incluem:

Vivasvān,
Aryamā,
Pūṣā,
Tvaṣṭā,
Savitā,
Bhaga,
Dhātā,
Vidhātā,
Varuṇa,
Mitra,
Śatru
e Urukrama (Vishnu nasceu como Urukrama, filho de Nabhi e Meru). No Yajur-veda, Aditi é intitulada como aquela que “Suporta o céu, sustém a terra, soberana deste mundo, esposa de Vishnu”; mas no Mahabharata e no Ramayana, como nos puranas, Vishnu é conhecido como filho de Aditi.

Seu nome significa “imensidão e liberdade”. Como alguém que desata, seu papel é semelhante ao de seu filho Varuna como o guardião do rta, a ordem moral cósmica. Ela é o suporte de todas as criaturas. Ela é invocada para proteção e riqueza.

Aditi é mencionada cerca de 80 vezes no Rig Veda, mas nenhum hino é exclusivamente dirigido a ela. Ela é geralmente mencionada juntamente com outros deuses e deusas. É difícil obter uma imagem clara de sua natureza. Ela não é consorte de nenhum deus. Ela também não está relacionada a um fenômeno natural. Fisicamente, ela é bastante inexpressiva. Ao contrário das deusas Ushas (Deusa da aurora) e Prithvi (a mãe terra), sua natureza é indefinida. Ela parece ser uma divindade antiga cuja função original e natureza foram esquecidas mais tarde no Rig Veda.

Talvez a característica mais marcante de Aditi é a maternidade. Ela é a Devamatri. Ela é a mãe dos Adityas. Ela é a mãe de Indra, a mãe dos reis e de todos os deuses. Ela também é a mãe de Vamana uma encarnação de Vishnu. Ela é a fonte de toda a realidade manifesta, ou seja, o passado, o presente e o futuro, “tudo o que tem sido e vai ser”.

Aditi desafia a idéia moderna de que os povos védicos eram patriarcais. Aditi era considerada tanto a deusa do céu quanto a deusa da terra, o que é muito raro para uma civilização pré-histórica. A maioria das civilizações pré-históricas venerava um princípio dual, o Pai Celestial e a Mãe Terra , que parece ser emprestado do conceito de Prithvi (mãe terra) e Dyaus Pita (pai do céu) . A cultura védica atribuiu a Aditi o status de primeira divindade, embora ela não seja a única a se atribuir esse status nos Vedas . Ela é abordada, no Rigveda, como “Poderosa”.

Ela concede riqueza, segurança e abundância. Ela é muitas vezes comparada a uma vaca que fornece a nutrição, saúde e santidade. Seu leite é comparado a redentora e revigorante bebida chamada Soma.

Como muitos outros deuses e deusas hindus, Aditi tem um vahana (uma montaria). Aditi voa pelo céu sem limites em um galo. O galo simboliza força e honra. Suas armas incluem a famosa Trishula e uma espada.
Um conhecido templo antigo de Aditi devi está localizado perto da caverna de corte de rocha em Vizhinjam, Kerala .

Está escrito no Rig-Veda Samhita, mandala 01, capítulo 89 e versículo 10 :-

SÂNSCRITO:

अदितिर्द्यौरदितिरन्तरिक्षमदितिर्माता स पिता स पुत्रः |
विश्वे देवा अदितिः पञ्च जना अदितिर्जातमदितिर्जनित्वम ||१०||

TRANSLITERAÇÃO LATINA:

aditirdyauraditirantarikṣamaditirmātā sa pitā sa putraḥ |
viśve devā aditiḥ pañca janā aditirjātamaditirjanitvam ||10||

PORTUGUÊS:

Aditi é o céu, Aditi é a atmosfera, Aditi é Mãe (Mata), Pai e o Filho (putra). |
Aditi é todas as Deidades Universais, Aditi é as cinco classes de homens, Aditi é tudo o que foi nascido e deve nascer. ||10||

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अदिति – Aditi – The Primordial Vedic Mother

The first written mention of goddess Aditi is found in Rigveda , which is estimated to have been composed roughly during 1700-1100 BC.

Aditi is the mother principle. In Rig Veda she is the mother of all the gods and all creation. Aditi had 33 sons, out of which twelve are called Âdityas including Surya, eleven are called Rudras and eight are called Vasus.

The 12 Adityas whose names include:

Vivasvān ,
Aryamā ,
Pūṣā ,
Tvaṣṭā ,
Savitā ,
Bhaga ,
Dhātā ,
Vidhātā ,
Varuṇa ,
Mitra ,
Śatru ,
and Urukrama (Vishnu was born as Urukrama, the son of Nabhi and Meru). In Yajur-veda, Aditi is entitled as one who “endures heaven, upholds the earth, ruler of this world, wife of Vishnu”; but in Mahabharata and Ramayana, as in the puranas, Vishnu is known as the son of Aditi.

Her name stands for “boundlessness and freedom”. As one who unbinds, her role is similar to that of her son Varuna as the guardian of rta, the cosmic moral order. She is the supporter of all creatures. She is invoked for protection and wealth.

Aditi is mentioned about 80 times in the Rig Veda; yet, no hymn is exclusively addressed to her. She is usually mentioned with other gods and goddesses. It is difficult to get a clear picture of her nature. She is not a consort of any god. She is also not related to a natural phenomenon. Physically, she is rather featureless. Unlike Ushas and Prithvi her nature is undefined. She appears to be an ancient deity whose original function and nature are forgotten in later Rig Veda.

Perhaps the most outstanding feature of Aditi is her Motherhood. She is Devamatri. She is the mother of Adityas. She is the mother of Indra, the mother of kings and of all the gods. She is also the mother of Vamana an incarnation of Vishnu. She is the source of the entire manifested reality-the past, the present and the future; “all that has been and will be born”.

Aditi challenges the modern idea that the Vedic peoples were patriarchal. Aditi was regarded as both the sky goddess, and earth goddess, which is very rare for a prehistoric civilization. Most prehistoric civilizations venerated a dual principle, Sky Father and Earth Mother, which appears to be borrowed from the concept of Prithvi and Dyaus Pita. Aditi was attributed the status of first deity by the Vedic culture, although she is not the only one attributed this status in the Vedas. She is addressed, in the Rigveda as “Mighty”.

She bestows safety, wealth and abundance. She is sometimes compared to a cow that provides health, nourishment and holiness. Her milk is compared to redemptive, invigorating drink Soma.

Like many other Hindu gods and goddesses, Aditi has a vahana (a mount). Aditi flies across the boundless sky on a rooster. The rooster symbolizes strength and honour. Her weapons include the famous Trishula and a sword.
A well known old temple of Aditi devi is locacted near rock cut cave in Vizhinjam, Kerala.

It is written in the Rig-Veda Samhita, mandala 01, chapter 89 and verse 10: –

SANSKRIT:

अदितिर्द्यौरदितिरन्तरिक्षमदितिर्माता स पिता स पुत्रः |
विश्वे देवा अदितिः पञ्च जना अदितिर्जातमदितिर्जनित्वम ||१०||

LATIN TRANSLITERATION:

aditirdyauraditirantarikṣamaditirmātā sa pitā sa putraḥ |
viśve devā aditiḥ pañca janā aditirjātamaditirjanitvam ||10||

ENGLISH:

Aditi is the sky, Aditi is mid-air, Aditi is the Mother (Mata), Father and Son (putra). |
Aditi is all Universal Deities, Aditi is the five classes of men, Aditi all that hath been born and shall be born. ||10||