Prabhupada Swami Maharaja Maharaj – Sua Divina Graça

A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada apareceu neste este mundo em 1896 em Calcutta, Índia. Ele encontrou seu mestre espiritual, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Gosvami Maharaja na cidade de Calcutta, em 1922. Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati, um proeminente religioso, estudioso e fundador de sessenta e quatro Gaudiya Mathas (Institutos Védicos) apreciou aquele educado jovem e convenceu-o a dedicar sua vida a ensinar o conhecimento védico. Srila Prabhupada tornou-se seu aluno e em 1933 seu discípulo formalmente iniciado.

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Em seu primeiro encontro, em 1922, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati pediu a Srila Prabhupada para que difundir o conhecimento védico em inglês. Nos anos seguintes, Srila Prabhupada escreveu um comentário sobre o Bhagavad-gita, ajudou o Gaudiya Matha em seu trabalho e, em 1944, começou a publicar a “Back to Godhead”, uma revista quinzenal em inglês. Atualmente, a revista continua sendo editada pelos seus seguidoras.

Em 1950, Srila Prabhupada deixou a vida de casado, adotando a ordem vanaprastha (retirado) para dedicar mais tempo a estudar e escrever. Ele viajou para a cidade santa de Vrndavana, onde viveu em humildes circunstâncias no histórico templo de Radha-Damodara. Ele aceitou a ordem de vida renunciada (sannyasa) em 1959. Em Radha-Damodara, Srila Prabhupada começou a trabalhar em sua obra-prima: uma tradução comentada de vários volumes do Srimad-Bhagavatam (Bhagavata Purana).

Depois de publicar três volumes do Bhagavatam, Srila Prabhupada foi para os Estados Unidos, em setembro de 1965, para cumprir a missão que lhe foi dada pelo seu mestre espiritual. Após isso, ele escreveria mais de cinqüenta volumes de estudos e traduções comentadas sobre clássicos filosóficos e religiosos da Índia.

Quando chegou à cidade de Nova Iorque em um navio de carga, Srila Prabhupada não tinha praticamente nenhum dinheiro. Somente depois de quase um ano de grandes dificuldades, ele estabeleceu a Sociedade Internacional para Consciência de Krishna, em julho de 1966. Antes de falecer, em 14 de novembro de 1977, ele viu sua Sociedade se transformar em uma confederação mundial de mais de cem centros, escolas, templos, institutos e comunidades rurais.

Dentre as comunidades rurais que Srila Prabhupada estabeleceu está a New Vrindaban, em West Virginia, E.U.A. New Vrindaban é hoje o local onde foi construído um memorial em honra de Srila Prabhupada, o “Srila Prabhupada Palace of Gold”.

Srila Prabhupada inspirou a construção de vários centros internacionais na Índia. O centro de Sridhama Mayapur é um local para uma cidade espiritual planejada. Em Vrindavan estão o templo de Krishna-Balarama e a Internacional Guesthouse, a escola gurukula e o Museu Memorial Srila Prabhupada. Há também outros importantes centros culturais e templos em Bombay, Ahmedhabad, Bangalore e New Delhi. Estão sendo planejados outros centros em vários locais importantes no subcontinente indiano.

No entanto, a contribuição mais significativa de Srila Prabhupada são seus livros, os quais são altamente respeitados por estudiosos, devido à sua autoridade, profundidade e clareza.

Em apenas doze anos, desde sua chegada à América em 1965 até sua passagem em Vrindavana em 1977, e não obstante a idade avançada, Srila Prabhupadacirculou o globo quatorze vezes fazendo conferência em seis continentes. Mesmo com esta vigorosa  programação, Srila Prabhupada continuou escrevendo prolificamente. Suas obras constituem uma verdadeira biblioteca de filosofia, religião, literatura e cultura Védicas.

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 Sua ViagemEmbora uma vela acenda ilimitado número de outras velas, cada uma com a mesma intensidade da primeira, esta ainda permanece a vela original. Analogamente, embora Se expanda em ilimitadas formas, a Suprema Personalidade de Deus ainda permanece a causa original de todas causas. Nos Vedas, essa causa original suprema é chamada de Krishna, porque Ele possui ilimitadas qualidades transcendentais, que podem atrair todos os seres vivos.
Há quinhentos anos, essa mesma causa suprema, o Senhor Sri Krishna, apareceu como Sri Chaitanya Mahaprabhu e declarou que o cantar de Seus santos nomes, o mantra Hare Krishna, atravessaria as fronteiras da Índia e se espalharia por todas as cidades e aldeias do mundo. Passaram-se assim centenas de anos enquanto os fiéis seguidores do Senhor Chaitanya esforçavam-se para expandir Sua missão. Todavia, eles ficaram perguntando-se como e quando a audaciosa predição do Senhor se concretizaria.
Então, no dia 13 de agosto de 1965, poucos dias antes de seu aniversário de sessenta e nove anos, A.C. Bhaktivedanta Swami – filósofo, erudito e santo – partiupara os Estados Unidos para ver o que se poderia fazer. Solicitando uma passagem gratuita a certa companhia marítima  local, ele viajou como o único passageiro a bordo do pequeno e velho cargueiro chamado Jaladuta. Tinha como pertences uma mala, um guarda-chuva, uma provisão de cereais, o equivalente a cerca de sete dólares em moeda indiana e várias caixas de livros.
Quando o Jaladuta aportou em Nova Iorque, trinta e sete dias depois, Bhaktivedanta Swami estava completamente só. Ele fora para os Estados Unidos sem conhecer ninguém, sem absolutamente nenhum meio aparente de subsistência e com apenas um escasso punhado de posses que carregara consigo abordo do navio. Não tinha dinheiro, amigos, seguidores, nem sua juventude, boa saúde ou mesmo uma idéia clara de como cumpriria seu extraordinário objetivo – apresentar o conhecimento espiritual dos Vedas a toda sociedade ocidental.
Numa poesia escrita em bengali logo após sua chegada, Bhaktivedanta Swami expressou sua humilde fé no Senhor Sri Krishna e a instrução especial de seu próprio mestre espiritual, que o instigara a difundir os ensinamentos da consciência de Krishna em todo o mundo:”Meu querido Senhor Krishna…Como farei com que compreendam esta mensagem da consciência de Krishna? Sou muito desventurado, desqualificado e o mais caído. Portanto, busco Sua bênção de modo que possa convencê-los, pois não tenho poder para fazê-lo por conta própria. Tenho certeza de que, quando esta mensagem transcendental penetrar em seus corações, eles decerto se sentirão contentes e assim se livrarão de todas as condições infelizes da vida.”Essa poesia foi escrita dia 17 de setembro de 1965. Pouco mais de doze anos depois, dia 14 de novembro de 1977, Bhaktivedanta Swami partiu deste mundo, na Índia, com oitenta e um anos de idade. O que aconteceu nesses doze anos? O que Bhaktivedanta Swami conseguiu realizar durante esse breve período, tendo começado do nada e com uma idade em que a maioria das pessoas está pronta para aposentar-se? A lista de realizações é surpreendente sob todos os pontos de vista.
Em suma, entre 1965 e 1977, Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Swami, ou Srila Prabhupada, como seus seguidores carinhosamente passaram a chamá-lo, propagou os ensinamentos da consciência de Krishna em todas as principais cidades do mundo e formou um a sociedade internacional constituída de milhares de membros dedicados. Estabeleceu cento e oito templos, com propriedades magníficas espalhadas pelos seis continentes, e circulou o globo doze vezes para orientar pessoalmente os participantes de sua expansiva missão.
Como se isso já não bastasse para alguém com aquela idade, Srila Prabhupada também traduziu, escreveu e publicou cinquenta e um volumes de livros em vinte e oito línguas diferentes, com dezenas de milhões deles distribuídos em todo o mundo. Proferiu milhares de palestras, escreveu milhares de cartas e participou de milhares de conversações não só com admiradores, mas também com críticos. E ganhou a estima de centenas de preeminentes acadêmicos e figuras sociais, que tinham genuíno apreço por suas contribuições para o bem da religião, da filosofia e da cultura.A assombrosa história de como Srila Prabhupada atingiu semelhante resultado maravilhoso em apenas doze anos está muito além do objetivo desse site. Mas a seguir você poderá ter um vislumbre de seus notáveis ensinamentos e conquistas.

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 Sua SociedadeApós chegar à cidade de Nova Iorque, em setembro de 1965, Srila Prabhupada lutou sozinho durante um ano inteiro para estabelecer seu movimento para consciência de Deus. Levava uma vida simples, palestrava sempre e onde quer que surgisse a oportunidade e, aos poucos, começou a atrair alguns simpatizantes a seus ensinamentos.Em julho de 1966, embora ainda trabalhasse sozinho numa modesta lojinha no bairro Lower East Side da cidade de Nova Iorque, Srila Prabhupada fundou uma sociedade espiritual aberta para participação mundial. Ele a chamou de Sociedade Internacional para Consciência de Krishna. – ISKCON.A época da incorporação, Srila Prabhupada não tinha sequer um seguidor vinculado. Nem por isso intimidado, ele recrutou voluntários dentre o pequeno grupo de frequentadores de suas palestras noturnas para atuar como os primeiros curadores da ISKCON. Hoje, a Sociedade Internacional para Consciência de Krishna abrange mais de trezentos templos, fazendas, escolas e projetos especiais em todo mundo e mantém uma congregação mundial com milhões de adeptos.
O propósito da ISKCONA consciência de Krishna é mais do que outra mera fé sectária. É uma ciência técnica de valores espirituais plenamente descrita na literatura milenar da Índia. A meta do movimento da consciência de Krishna é informar o mundo inteiro sobre os princípios universais da compreensão acerca de Deus para que todos possam colher o sublimes benefícios do entendimento, paz e unidade espirituais.Os Vedas recomendam que na era atual o meio mais eficaz para lograr auto- realização consiste em sempre ouvir sobre o muito bondoso Senhor Supremo, que é conhecido por muitos nomes, bem como a Ele glorificar e lembrar. Um desses nomes é “Krishna”, que significa “aquele que é todo-atrativo”; outro é “Rama”, que quer dizer, “o reservatório de todo prazer” e “Hare” que indica a inconcebível energia do Senhor.Seguindo essa recomendação védica, os membros da ISKCON são sempre vistos cantando Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare. Esse sublime canto coloca o praticante em contato direto com o Senhor Supremo por meio da vibração sonora de Seus santos nomes e pouco a pouco desperta sua relação original com Deus.A missão prioritária da ISKCON é, portanto, animar todos os membros da sociedade humana a devotar, ao menos, parte de seu tempo e energias a este processo de ouvir sobre Deus e glorificá-lO. Desse modo, eles chegarão a compreender que todos os seres vivos são almas espirituais, eternamente relacionados com o Senhor Supremo em serviço e amor.Distribuição de Alimento EspiritualAlém de ensinar o conhecimento védico e difundir o cantar dos santos nomes do Senhor, a ISKCON também distribui gratuitamente alimento espiritual no mundo todo. Assim como a filosofia e o canto, a comida vegetariana que primeiro foi oferecida ao Senhor Supremo purifica o coração e a mente. Ajuda no processo de revelar a original consciência de Deus inerente ao homem. A distribuição de alimento espiritualizado feita pela ISKCON, através de seu programa conhecido internacionalmente como “Alimentos Para Vida” é, portanto, benéfica para o corpo e também para a alma de todo aquele que o saboreia.

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 Seus Ensinamentos
De todas as suas diversas contribuições, Srila Prabhupada considerava seus livros a mais importante. De fato, ele costumava descrever seu trabalho de tradução e comentário dos antigos textos védicos como sua própria vida e alma. Em 1970, Srila Prabhupada fundou a Bhaktivedanta Book Trust, atualmente a maior editora mundial de literatura védica. Mediante seu trabalho nestas últimas décadas do século, milhões de pessoas têm lido pelo menos um dos livros de Srila Prabhupada e sentido suas vidas genuinamente enriquecidas. Em seguida, apresenta-se uma breve introdução ao conhecimento espiritual que você encontrará nesses livros.O livros de Srila Prabhupada acentuam a importância da forma da vida humanaHá muitas formas de vida neste planeta. Algumas são imóveis, como árvores e plantas, e outras pertencem à espécie dos seres aquáticos, insetos, aves, feras ou mamíferos. A forma humana também é apenas uma dessas variadas formas de vida. Ainda assim, mesmo um observador casual teria de concordar que os seres humanos são dotados de faculdades singulares que os distinguem de todas as outras espécies. Quais são exatamente essas faculdades singulares?Para começar a responder a essa pergunta pode-se propor uma outra. Qual a diferença entre o ser vivo e o morto? A resposta é a consciência. Todas as entidades vivas exibem um sintoma de consciência em maior ou menor grau. É por isso que são chamadas de vivas, e não de mortas. Mesmo o germe microscópico ou a planta caseira mostram sinais de consciência, ao passo que a mesa e cadeiras não.É evidente também que diferentes formas de vida apresentam diferentes níveis e graus de consciência, e a forma humana representa o desenvolvimento máximo de consciência até agora conhecida. Logo, é esse desenvolvimento superior de consciência que distingue o homem de todos os outros seres vivos do planeta.Mas o que torna a consciência do homem tão distinta daquela do inseto, da ave, da fera ou mesmo do macaco? Essas criaturas comem e o homem também come; elas dormem e o homem também dorme; elas se reproduzem e o homem também se reproduz; elas se defendem e o homem também se defende. O fato de o homem poder realizar essas funções com maior sofisticação talvez seja um indício de que ele possui consciência mais elevada, mas não explica inteiramente sua superioridade sobre todas as outras formas de vida.Uma explicação mais satisfatória encontra-se em sua capacidade de indagar e refletir sobre si mesmo e sobre a existência de Deus. Ele pode criar linguagens, ponderar o significado da vida e tentar desvendar o mistério que há por trás do céu estrelado. Tal dom não se acha em nenhum outro ser.Os Vedas, portanto, aconselham que nesta forma de vida humana a pessoa deve inquirir que ela é, que é o Universo, quem é Deus, e qual a relação entre eles.Deve-se indagar acerca do solução para os problemas fundamentais da vida, a saber: nascimento, morte, velhice e doença. Cães e gatos não podem responder a essas perguntas, mas elas devem surgir no coração de um verdadeiro ser humano.Os livros de Srila Prabhupada revelam o conhecimento perfeito dos VedasCaso se aceite a importância desse tipo de indagação, a próxima consideração será naturalmente onde encontrar respostas autorizadas a tais perguntas. É óbvio que se o conhecimento perfeito a respeito do eu, do Universo e de Deus sequer existe, ele teria de enquadrar-se num patamar superior ao de um ser humano comum, seja ele até mesmo Einstein, Freud, ou outro cientista qualquer.Porque todo homem tem sentidos imperfeitos e está sujeito a cometer erros, suas opiniões relativas sobre assuntos além de sua experiência não podem fornecer informação válida nem confiável.Assim, a tentativa empírica de abordar tais assuntos será repleta de imperfeições e resultará em fracasso. Portanto, pseudoverdades estabelecidas exclusivamente em base de especulação mental não podem ajudar ninguém a entender a Verdade Absoluta, que se encontra além dos sentidos e da mente imperfeitos.Segundo os Vedas, caso alguém queira conhecer algo além da jurisdição de sua experiência – além das limitações da percepção e cognição humana – o processo baseia-se em ouvir de alguém que conhece. Foi o próprio Senhor Supremo quem primeiro proferiu o conhecimento transcendental dos Vedas.O Senhor, o mais poderoso de todos os seres, não se pode deixar influenciar por nenhuma outra força. Como conseqüência lógica, Seu conhecimento deve ser perfeito. E qualquer um que transmita esse conhecimento sem alteração dá o mesmo conhecimento perfeito. Basta que se aceite essa proposição teoricamente para progredir na compreensão acerca do pensamento védico.A idéia é que o conhecimento perfeito dos Vedas foi preservado no tempo mediante a cadeia ininterrupta de sucessão discipular. Srila Prabhupada representa uma de tais correntes discipulares. Essa sucessão remonta à época do próprio Senhor Krishna, há milhares de anos. Por isso, o conhecimento encontrado nos livros de Srila Prabhupada não é diferente daquele que foi originalmente transmitido pelo Senhor Supremo. Srila Prabhupada não forjou “verdades”. Ele apenas entregou os ensinamentos intemporais dos Vedas originais sem adição, supressão ou mudança.

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 Os escritos de Srila Prabhupada são representados sobretudo por três clássicos védicos – Bhagavad-gita, Srimad Bhagavatam e Chaitanya-caritamrta. Juntas, essas obras literárias formam 27 volumes de informação detalhada, que constitui a ciência védica original sobre a realização acerca de Deus. Sua tradução, acompanhada de elaboradas explicações, representa a contribuição mais significativa de Srila Prabhupada para a vida espiritual, intelectual e cultural do mundo.Os livros de Srila Prabhupada apresentam a ciência universal do conhecimento sobre DeusPodem-se resumir os ensinamentos védicos apresentados nos livros de Srila Prabhupada em três temas gerais, conhecidos em sânscrito como sambandha, abhidheya, e prayojana. Sambandha significa a relação do homem com Deus; abhideya, agir de acordo com essa relação; e prayojana, a meta ou perfeição última. Estas três divisões de entendimento representam princípios universais comuns a todas as doutrinas religiosas do mundo.O conhecimento expresso nos livros de Srila Prabhupada capacita qualquer um a avançar na compreensão acerca de Deus sem ter de mudar sua atual afiliação religiosa, nacional ou cultural. A ciência de como conhecer Deus, como entender o relacionamento com Deus e como desenvolver amor por Deus nada tem a ver com designações sectárias, tais como: cristão, hindu, ou judeu. Esses são objetivos que nenhuma religião no mundo pode negar. São, em outras palavras, a essência da religião – características universais pelas quais se podem avaliar todas as religiões.Preferências sobre o santo nome de Deus podem mudar de religião para religião, modos de adoração podem diferir, e detalhes ritualísticos e doutrinários podem variar também. Mas o teste é o quanto o praticante realmente desenvolve conhecimento sobre Deus e amor por Ele. Verdadeira religião significa aprender a amar a Deus. E como amar a Deus é a substância dos ensinamentos encontrados nos livros de Srila Prabhupada.Os livros de Srila Prabhupada explicam a diferença entre o eu e o corpoSem exceção, todos fenômenos materiais têm um começo e um fim. Uma idéia muito proeminente da cultura moderna é que a consciência é um de tais fenômenos. Por conseguinte acredita-se que a consciência (ou o eu) também se acaba com a morte do corpo material. Esse ponto de vista, contudo, permanece apenas uma suposição. Nunca foi provado por qualquer observação ou experiência científicas.Entretanto, a idéia de que o eu termina com o corpo permanece um dos grandes estatutos de fé do pensamento materialista moderno, e a maioria das pessoas são educadas desde a infância a pensar em função de tais crenças. Poucos são aqueles que refletiram nas implicações filosóficas desse tipo de pensamento, que inconscientemente leva a estilos de vida niilista e impersonalista.O mais básico dos ensinamentos védicos opõe-se radicalmente ao moderno ponto de vista científico sobre a consciência e a vida. Conforme aquele ensinamento, a consciência individual não é dependente em absoluto de funções neurobiológicas, senão que existe para sempre como realidade independente.A presença dentro do corpo material de um observador consciente que atravessa todos os diferentes estados corpóreos e mentais mutáveis indica a existência de duas energias – a energia espiritual (representada pelo eu consciente) e a energia material (representada pelo corpo temporário). Os Vedas explicam que a energia espiritual, cujo sintoma é a consciência, continua a existir mesmo após o término do corpo material.
Se cada indivíduo é uma alma eterna coberta apenas por diferentes vestimentas corpóreas transitórias, conclui-se racionalmente que a atividade beneficente suprema para toda a sociedade humana é aquela que pode despertar no homem sua verdadeira identidade espiritual e seu adormecido relacionamento com Deus. Essa atividade chama-se consciência de Krishna.Assim como não há glória nem proveito em salvar a roupa de um homem que está afogando-se, não há glória nem proveito em esforços humanitários que visam exclusivamente a criar condições melhores para o corpo material temporário, que, em última análise, está fadado a envelhecer, adoecer e morrer.
Como Srila Prabhupada mesmo observa no Srimad-Bhagavatam: “O verdadeiro eu está além do corpo grosseiro e da mente sutil. Ele é o princípio ativo potente do corpo e da mente. Sem conhecer a necessidade da alma adormecida, ninguém pode ser feliz simplesmente com o desfrute físico e mental… As necessidades da alma espiritual é que têm de ser satisfeitas. Quem só limpa a gaiola do pássaro, não satisfaz o pássaro…”Há uma afeição adormecida por Deus dentro de cada um… Portanto, todos devem dedicar-se a atividades que evoquem a consciência divina. Isso só é possível por intermédio do processo de ouvir e cantar as atividades do Senhor Supremo. Por isso, qualquer ocupação que não ajude a pessoa a se apegar a ouvir e cantar a mensagem transcendental de Deus é considerada mera perda de tempo.”
Seus TemplosComo já se mencionou, a ISKCON atualmente tem mais de trezentos templos, fazendas, escolas e projetos especiais mundo afora. Em cada templo, os devotos diariamente dão aulas, cantam e oferecem instrução individual sobre a ciência da consciência de Krishna. Uma vez por semana, os centros promovem um festival com refeição vegetariana e, em certas datas festivas do ano, realizam grandes eventos. Todos os programas são abertos ao público.
Prabhupãda por Michael Grant ( Mukunda dasa)
“… Em meados dos anos 70 o trabalho de tradução e publicação de Srila Prabhupada intensificou dramaticamente. Intelectuais em todo o mundo fizeram comentários favoráveis sobre os seus livros, e praticamente todas as universidades e faculdades dos Estados Unidos aceitaram-nos como textos padrão. Ao todo, ele produziu cerca de oitenta livros, os quais seus discípulos tem traduzido para vinte e cinco idiomas e dos quais já distribuiram cerca de vinte e cinco milhões de copias. Ele estabeleceu cento e oito templos em todo o mundo, e tem cerca de dez mil discípulos iniciados e uma congregação de milhões de seguidores. Srila Prabhupada escreveu e traduziu até os últimos dias de sua estada de oitenta e um anos na Terra.Srila Prabhupada não foi apenas outro erudito, guru, místico, professor de yoga ou instrutor de meditação oriental. Ele foi a corporificação de toda uma cultura, a qual implantou no Ocidente. Para mim e para muitos outros, ele foi, antes de mais nada, alguém que realmente se preocupou conosco, que sacrificou completamente seu próprio conforto para trabalhar para o bem dos outros. Ele não tinha vida privada, senão que vivia apenas para os outros. Ensinou ciência espiritual, filosofia, bom senso, belas artes, idiomas, o modo védico de vida, higiene, nutrição, medicina, etiqueta, vida familiar, agricultura, organização social, educação escolar, economia, e muitas coisas mais a muitas pessoas. Para mim, ele foi um mestre, um pai e meu mais querido amigo.Estou profundamente endividado com Srila Prabhupada, e é uma divida que jamais serei capaz de liquidar. Mas posso ao menos mostrar alguma gratidão, juntando-me a seus outros seguidores para satisfazer seu desejo mais íntimo, publicar e distribuir seus livros.”Jamais morrerei, ” disse Srila Prabhupada certa vez. “Viverei para sempre em meus livros.” ele se foi deste mundo no dia 14 de novembro de 1977, mas sem dúvida ele viverá para sempre.”
Os livros de Srila Prabhupada são publicações culturais para reespiritualizar a sociedade humana, a qual visa alcançar os seguintes objetivos:
1. Ajudar a todos a discriminar melhor entre a realidade e a ilusão, o espírito e a matéria, e o eterno e o temporário.
2. Apresentar a consciência de Krishna conforme a ensinam o Bhagavad-gita e o Srimad-Bhagavatam.
3. Ajudar todo ser vivo a lembrar e servir a Sri Krishna, a Personalidade de Deus.
4. Oferecer orientação sobre as práticas da vida espiritual.
5. Expor as falhas do materialismo.
6. Incentivar um modo de vida natural e equilibrado, com base em valores espirituais.
7. Estimular a comunhão espiritual entre todos os seres vivos, com o Senhor Sri Krishna no centro.
8. Perpetuar e difundir a Cultura Védica.
9. Celebrar o canto dos santos nomes de Deus através do movimento de sankírtana do Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu.

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Por Danilo Nicolace (Nayana)

Por que É Necessária, Afinal, a Adoração à Deidade?

A maioria das pessoas equivoca-se pensando que a adoração à Deidade é mera adoração de pedras mortas com formas imaginárias. Compreendamos a verdadeira ciência por trás disso.

Da esquerda p direita: Krishna e Radharani


O que segue é um excerto do livro Idol Worship or Ideal Worship, de Chaitanya-charana Dasa, que se constitui de uma conversa sobre os aspectos lógicos, filosóficos, escriturais e sociológicos de adoração à Deidade entre duas personalidades não históricas, o professor Sanatana Swami (SS) e o buscador Rahul Vaidya (RV).

Sanatana Swami: A adoração à Deidade é um método poderoso e prático para ganhar experiência sensorial do Divino.

Rahul Vaidya: A experiência sensorial do Divino? O que isso significa?

Sanatana Swami: Geralmente, nossos sentidos nos arrastam para longe do Divino, e, entre os mais poderosos de todos os sentidos, estão os olhos, que anseiam por formas sedutoras. Para a maioria das pessoas, resistir a essa atração sensorial é extremamente difícil, ou mesmo impossível. Contudo, resistir ao impulso na direção do que é material é essencial se queremos nos aproximar mais de Deus, que reside no plano não-material, ou espiritual. Eis porque refrear os sentidos indisciplinados é uma imposição comum a todas as religiões. A adoração à Deidade nos oferece um método extraordinariamente potente e fácil para ajudar-nos a seguir essa ordem universal. A adoração à Deidade fornece um canal espiritual para os sentidos. Sem a Deidade para adorar, o apetite que os olhos têm por beleza morreria de fome. Na adoração à Deidade, entretanto, o apetite pode ser satisfeito por deixar a visão banquetear-se com a bela forma da Deidade. Além disso, os devotos podem expressar seu amor por Deus oferecendo-Lhe o melhor que estiver ao seu alcance: vestidos lindos e decorações magníficas. O Senhor não necessita de tais coisas; nós é que nos beneficiamos ao oferecer-Lhe roupas e ornamentos, porque tais ofertas devocionais reduzem a nossa própria paixão pelas coisas como objetos para o nosso próprio prazer. A beleza do Senhor não é dependente do que nós oferecemos a Ele – o Senhor é o ornamento de todos os ornamentos –, mas os nossos olhos apreciam Sua beleza ainda mais quando Ele está vestido e decorado artisticamente.

Srila Bhaktivinoda Thakura explica a necessidade da adoração à Deidade: “Quando pessoas espiritualmente neófitas de alguma forma tornam-se inspiradas a se aproximar do Senhor Supremo, se não encontrarem uma forma de Deidade dEle, podem se sentir desapontadas e desconsoladas. As religiões que não têm disposição para a adoração à Deidade enfrentam o perigo de que as crianças nascidas na religião e aqueles que estão começando a vida espiritual – ambos os quais podem ter pouco ou nenhum entendimento ou profunda fé em Deus – podem tornar-se abertamente materialistas e até mesmo desenvolver aversão ao Supremo Senhor, como resultado da ausência de uma forma de Deidade para sobre a qual fixarem a mente. Portanto, a adoração à Deidade é o fundamento da religião para a humanidade em geral”.

Rahul Vaidya: Por que a falta de adoração à Deidade produziria aversão a Deus?

Sanatana Swami: Aproximar-se de Deus requer desistir de nossos desejos sensuais egoístas. Abandonar esses desejos é doloroso, pelo menos inicialmente, porque nós sentimos que estamos sendo privados de nosso legítimo prazer. Sem métodos de práticas espirituais, como a adoração à Deidade, a felicidade espiritual permanece, em grande parte, um conceito abstrato e não vivenciado. Então, às vezes, as pessoas tendem a pensar que Deus existe simplesmente para torturá-las, exigindo que neguem seus sentidos, em decorrência do que se aversionam a Ele.

E, de fato, vemos essa aversão evidente na ascensão do ateísmo militante no Ocidente, onde os autoproclamados ateístas imaginam que a religião é “a fonte de todo o mal” e proclamam slogans pervertidos como: “Para a humanidade viver, a religião deve morrer”. Semelhantes ateus querem erradicar Deus do panorama religioso cultural e intelectual da humanidade.

Matinê de Ídolos – Culto a Estrelas Cadentes

Outro efeito de rejeitar a adoração à Deidade previsto por Bhaktivinoda Thakura é o aumento da manifestação do materialismo. Isso é algo que podemos ver em todo o mundo, e é muito mais amplo do que o fundamentalismo ateísta. As pessoas têm sido levadas a rejeitar a Deidade tendo-a como material, mas, porque elas são naturalmente atraídas por formas, acabam idolatrando formas materiais como se fossem especiais. A grande paixão que as pessoas têm por grandes estrelas do cinema, da música e artistas em geral beira o ridículo. Os corpos dessas estrelas são tão materiais como o nosso; seus corpos expelem sujeiras, enrugam com a idade, acabam deformados em poucos anos e, então, morrem. Ainda assim, as pessoas adoram os corpos de artistas como se eles fossem sagrados; fãs veneram pedaços de roupas de seus atores favoritos, enchem suas casas com fotos de seus ídolos do esporte, e constantemente pensam e sonham em conhecê-los.

Para o olho espiritualmente astuto, isso nada mais é que uma versão pervertida da adoração à Deidade. Em vez de adorar o Deus verdadeiro, que tem uma forma eternamente jovem e atraente, e experimentar a benção eterna, as pessoas estão adorando falsos deuses, artistas fisicamente atraentes e atletas destacados que podem oferecer apenas excitação sensorial temporária e, muitas vezes, nem isso. Essa forma de idolatria é tão desenfreada na nossa cultura que ela foi reconhecida no dicionário: a palavra ídolo agora é definida como uma “uma efígie material que é adorada” e “alguém que é adorado cega e excessivamente”.

As pessoas também perdem a inteligência se apaixonando por formas que elas imaginam que darão gratificação sexual. Assim, ainda mais difundida do que a adoração a estrelas de cinema, novela e outras artes é a “idolatria” dos corpos do sexo oposto ou do mesmo sexo. O corolário dessa paixão é a obsessão com o próprio corpo – com o vestir e o decorar e o perfumar e o embelezar. As pessoas vivem e morrem com a esperança de tornar seus corpos sexualmente atraentes o suficiente para que possam competir no mercado sexual. Se essas pessoas tivessem a chance de voltar os seus desejos à Deidade, livrar-se-iam de sua paixão doentia por formas temporárias.

Rahul Vaidya: Eu nunca pensei que a falta de adoração à Deidade em nossa cultura teria ramificações sérias e amplas.

Sanatana Swami (com gravidade): As ramificações vão ainda mais longe.

Ironicamente, o aumento do hedonismo – podemos chamá-lo de “fundamentalismo materialista” – é acompanhado por um aumento do fundamentalismo religioso, porque se alimentam mutuamente. As religiões fundamentalistas se sentem alarmadas pela rápida propagação do materialismo desenfreado, que compromete seus valores tradicionais, em razão do que reagem impondo doutrinas religiosas, incluindo, infelizmente, todo o rigor das doutrinas contra a adoração à Deidade. Esses fundamentalistas exigem que todos estejam em conformidade com a sua marca particular de rituais e julgam e ameaçam todos aqueles que não o fazem – “inimigos”, “hereges”, “agentes de Satanás” –, os quais são dignos de nada além de serem aterrorizados e mortos.

Deus através da Matéria

Sanatana Swami prossegue: Vistos de uma perspectiva espiritual, tanto o fundamentalismo material quanto o fundamentalismo religioso são causados da mesma maneira: decorrem da incapacidade de experimentar a felicidade espiritual. Fundamentalistas materialistas respondem a essa incapacidade dizendo que toda religião é uma farsa e que não há nada além da matéria. Confrontados por esse ataque materialista, os fundamentalistas religiosos querem desesperadamente preservar sua fé em um mundo além do material. Todavia, como eles rejeitaram a matéria como profana e como eles não são espiritualmente avançados o suficiente para experimentar de imediato a felicidade imaterial, eles tentam satisfazer seu desejo por prazer substituindo a realização espiritual por conquistas políticas ou poder de intermediação de uma forma ou de outra. Sua religião, então, degenera-se da busca da verdade espiritual para a busca pelo poder.

Para salvar o mundo de ser devorado por esses dois dragões do fundamentalismo, precisamos oferecer às pessoas experiências divinas tangíveis de Deus, incluindo experiências diretas da beleza e da alegria de servi-lO. A adoração à Deidade é uma das melhores maneiras de fornecer tais experiências, pois oferece um canal através do qual os nossos sentidos materiais podem fluir em direção à fonte da felicidade espiritual. Reverentemente contemplando a beleza das Deidades com nossos olhos, participando do arati, cantando em oração e dançando graciosamente, curvando-nos respeitosamente e oferecendo orações fervorosas, circum-ambulando a Deidade, tocando o sino do templo, cheirando as flores oferecidas à Deidade, bebendo a sagrada água que banhou a Deidade, recebendo uma pitada da água oferecida à Deidades – todas essas formas práticas de culto à Deidade oferecem experiências espirituais e podem ser acessadas através dos sentidos materiais.

A adoração à Deidade não é meramente um ritual isolado; é o fundamento e o arauto de um estilo de vida espiritual centrado em Deus. Para o devoto que adota a adoração à Deidade, o templo onde a mesma reside torna-se o coração de sua comunidade, e o altar doméstico, onde ele adora uma Deidade menor, torna-se o coração de sua casa. Como o melhor elemento da comunidade como um todo, o edifício mais belo ou majestoso deve ser reservado para o templo da Deidade, e, de igual modo, a melhor parte da casa deve ser reservada para o altar do Senhor. Desta forma, a Deidade se torna o mestre tanto da comunidade quanto do lar – não apenas no sentido figurado, mas literal. Com a Deidade presente no coração da casa, o devoto pode mais facilmente desenvolver a consciência de que é servo do Senhor e de todos os seres vivos. Os devotos podem amorosamente cozinhar e oferecer alimentos à Deidade e, em seguida, honrar a misericórdia da Deidade na forma de prasada, isto é, o alimento após a consagração. Ao comer alimentos assim santificados, a vida da pessoa se espiritualiza.

O fundamentalismo materialista “adora” a matéria como a única realidade e fonte de prazer, e o fundamentalismo religioso afirma que a matéria é a fonte da ilusão, devendo ser totalmente abandonada por parte de alguém que acaso queira progredir espiritualmente. A cultura védica, através da adoração à Deidade, utiliza a matéria, com cautela e habilmente, para nos oferecer lampejos de felicidade espiritual. Assim, a adoração à Deidade compreende um caminho espiritual sólido que é um intermediário equilibrado entre os dois extremos do fundamentalismo materialista e do fundamentalismo religioso. Portanto, a adoração à Deidade é uma das maiores necessidades do mundo de hoje.

Rahul Vaidya (impressionado): Uau! Essa foi uma análise criteriosa da causa dos atuais problemas do mundo. O senhor realmente acredita que a adoração à Deidade pode fazer uma diferença tão grande?

Sanatana Swami (enfaticamente): Sim. Na verdade, ela já está fazendo uma diferença significativa.

Rahul Vaidya (intrigado): Como assim?

A Adoração à Deidade É Global

Sanatana Swami: A própria resiliência e renascimento da adoração à Deidade na Índia é um forte testemunho de sua potência viva. Apesar de quase mil anos de ataques físicos e intelectuais por fanáticos semitas, a adoração à Deidade continua forte e está crescendo cada vez mais forte. Hoje, milhões de pessoas diariamente afluem aos milhares de templos que pontilham a paisagem indiana. Ainda hoje, festivais centrados na adoração à Deidade, como o Ratha-yatra, atraem centenas de milhares de pessoas. Na verdade, nos 60 anos desde que a Índia alcançou a liberdade política dos governantes semitas, os indianos construíram mais templos do que nos 500 anos anteriores a esse evento. E esses templos foram construídos não apenas na Índia pelos indianos, mas também fora da Índia por não-indianos.

Essa disseminação global da adoração à Deidade é o prenúncio de uma nova era de maior consciência espiritual. Srila Prabhupada, o acharya-fundador da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, é o pioneiro desta nova era. Na idade avançada de sessenta e nove anos, ele viajou sozinho para os Estados Unidos e, dentro de 11 anos, propiciou que milhares de pessoas saboreassem a felicidade espiritual e se transformassem em servos abnegados de Deus e de Seus filhos. Ele também inspirou a construção de 108 templos em todo o mundo e estabeleceu a magnífica adoração à Deidade nesses templos. Seus seguidores criaram várias centenas de outros templos e expandiram o seu legado de adoração à Deidade.

Por que os indianos (e não-indianos) continuam a adorar a Deidade? Será que é porque estão sendo forçados? Não, nenhum deles. Ao contrário das tradições semitas, a tradição védica, como existe hoje na Índia e fora dela, não tem qualquer autoridade oficial para obrigar seus adeptos a algum tipo de adoração à Deidade ou puni-los caso não o façam. Os adeptos da cultura védica continuam a adorar a Deidade porque experimentam Deus e Seu amor através dessa atividade.

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Rahul Vaidya (reflexivo): Isso é verdade. A adoração à Deidade é como um ímã que atrai espontaneamente muitos indianos.

Sanatana Swami: Sim, a adoração à Deidade está no coração da cultura espiritual da Índia. De fato, a cultura espiritual da Índia é a mais profundamente enraizada dentre todas as culturas espirituais do mundo. É por isso que a Índia continua a atrair sérios buscadores espirituais de todo o mundo, que superam doenças, falta de conforto e barreiras culturais para procurar os tesouros espirituais aqui na Índia. E o que é que faz com que a cultura espiritual indiana seja tão atraente? Muitos fatores podem ser listados, mas não há dúvidas de que a adoração à Deidade figura entre os principais fatores na lista. Na verdade, não só os indianos, mas as pessoas de todo o mundo, estão adorando a Deidade. A maioria dos não-indianos que vêm como buscadores espirituais para a Índia são de culturas semitas. Devido a seu passado de aversão semita à idolatria, a maioria deles é inicialmente cética ou mesmo avessa à adoração à Deidade. Todavia, os mais ousados entre eles têm a mente aberta o suficiente para pelo menos dar o benefício da dúvida aos adoradores de Deidade: se as Deidades são adoradas por tantos milhões de pessoas, e, entre esses milhões, figuram muitas pessoas educadas, inteligentes, compassivas e santas, certamente a adoração à Deidade não pode ser mera “idolatria de paus e pedras”, como o dogma semita retrata. Quando esses buscadores de mente aberta questionam mestres espirituais competentes e, destarte, conhecem a filosofia profunda e as práticas meticulosas que estão por trás da adoração à Deidade, eles entendem que a adoração à Deidade é tão diferente da idolatria como a luz é das trevas.

Os dez avatares de Vishnu

O Deus Vishnu encarnou-se várias vezes na terra para restabelecer a ordem moral. Cada encarnação representa um avatar ( descida).

1. Matsya ou Peixe encarnou-se com o propósito específico de salvar Manu Satyavrata, progenitor da raça humana, durante o dilúvio que inaugurou o presente ciclo da humanidade.

2. Kûrma ou Tartaruga tomou forma a partir da infinitude de Vishnu para recuperar vários tesouros perdidos durante o dilúvio, especialmente o elixir da vida. Tanto as divindades  ou deva quanto os demônios ou asura, colaboraram para bater o oceano como se bate o leite para tirar manteiga, usando a serpente cósmica Ananta como corda e Mandara, a montanha cósmica, como vara de bater. Kûrma serviu como ponto de apoio ou vara. Com isso, todos os tesouros perdidos foram recuperados, restabelecendo-se assim a ordem e o equilíbrio universais.

3. Varâha ou Javali nasceu com a missão de destruir o demônio Hiranyâksha (Olhos de Ouro), que havia inundado a Terra inteira.

4. Nara-Simha ou HomemLeão manifestou-se a fim de destruir o maligno imperador Hiranyakashipu ou Vestimenta de Ouro, que havia tentado, sem conseguir, matar o seu filho Prahlâda, grande devoto de Vishnu. Em virtude de uma dádiva que lhe tinha sido concedida pelo próprio deus Brahma, Hiranyakashipu não poderia ser morto nem de dia nem à noite, nem por um homem, um animal ou uma divindade, nem lado de fora nem do lado de dentro das muralhas do seu palácio. Por isso, Nara-Simha surgiu no crepúsculo, sob a forma de um ser humano com cabeça de leão, e dentro de um pilar. Com suas garras dilacerou o corpo do rei e o destruiu.

5. Vamana ou Anão encarnou-se especificamente para vencer o demoníaco Bali, que havia usurpado o lugar das divindades e obtido o domínio sobre o universo. Vamâna pediu a Bali que lhe desse o quanto de terra lhe fosse possível transpor com três passos. Achando graça no pedido, o demônio imperador o atendeu. Vamâna deu dois passos e transpôs com eles toda a criação; com o terceiro passo, plantou o pé sobre a cabeça de Bali, empurrando-o para os mundos infernais. Como Bali tinha algumas virtudes, Vamâna concedeu-lhe o império sobre o mundo inferior. Os três passos de Vishnu são mencionados já no Rig-Veda.

6. ParashuRama ou Rama com o machado, foi uma encarnação guerreira. Destruiu vinte e uma vezes a casta guerreira, o que é indício de um forte conflito entre os kshatriyas e os brâmanes numa época recuada.

7. Rama  ou O Escuro ou O Agradável, também chamado Râmacandra, foi o soberano justo e sábio de Ayodhyâ e um contemporâneo mais jovem de Parashu-Râma. A história de sua vida nos é relatada pela epopéia Ramayana. Sua esposa Sita ou Sulco de arado, freqüentemente identificada à deusa Lakshmi ou Sita, simboliza o princípio da fidelidade conjugal, do amor e da devoção. Foi raptada pelo rei-demônio Ravana, cujo reino talvez se localizasse no atual Sri Lanka (Ceilão), e resgatada pelo semideus Hanuman, de cabeça de macaco, que representa o princípio do serviço fiel.

8. Krishna ou aquele que Puxa é o Deus-homem, cujos ensinamentos estão registrados no Bhagavad-Gita em muitas outras partes da epopéia Mahabharata. A morte de Krishna deu início ao kali-yuga, a era de trevas na qual ainda estamos e cuja duração total é calculada em alguns milhares de anos.

9. Buddha ou o Desperto nasceu para desorientar os malfeitores e os demônios. Algumas autoridades não crêem que esse avatara tenha sido Gautama, o Buda, mas é praticamente impossível duvidar de que era a ele que se referiam os brâmanes que formularam a doutrina das dez encarnações.

10. Kalki ou o Vil, O Humilde é o avatara que ainda não veio. Vários Puranas o representam montado num cavalo branco e empunhando uma espada de fogo. Sua tarefa será a de destruir este mundo (yuga) e fundar a nova Era de Ouro, ou Era da Verdade (satya-yuga).  Fonte: A Tradição do Yoga, de Georg Feuerstein

Ritual para Ganesha – LUA NOVA

O Deus Ganesha, trás prosperidade, e é desobestruidor de obstáculos.

Devemos ter sempre sua imagem em frente a porta de entrada de nossas casas.

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Este ritual pode ser feito em luas novas ou no festival de Ganesha.

Colocar num recipiente de cobre ou latão, arroz, 9 moedas em cima do arroz, e 9 pedras piritas.

Noutro recipiente devemos colocar pó de sãndalo e açúcar.

Num copinho um pouco de leite, com mel.

Flores, frutas e incenso de sândalo.

Uma vela amarela, branca ou vermelha

Acender a vela, e rodear na imagem 7 vezes, depois acender o incenso e rodear na imagem 7 vezes.

Oferecer o leite com mel, levando simbolicamente a boca do Deus, as frutas exatamente o mesmo.

depois fazer o mantra de Ganesha nove vezes:

Om Gan Ganapataye Namaha

A cada mantra toca um sino, quando acabar, agradece dizendo: Jay Ganesha! 

Sri Radhaashtami

Sri Radha rani, o ser que se tornou divino ao se apaixonar pelo próprio Senhor. Radha não se importava com nada quando se tratava dele, ela era capaz de perceber quem ele era e os outros não. Ela se dissolveu nele através de sua devoção, onde ambos se tornaram a mesma expressão daquele divino.

A vida de Radha inspira as pessoas a se apaixonarem por quem criou tudo, em vez de ter medo disso. Bhakti é o caminho do divino, apenas os escolhidos com a graça de lalita parmeshwari o percorrem como o srimati Radha rani fez por devi como Govindrupini. Radhe Radhe.

Sri Matre Namaha.

Gopashtami

O dia de Gopashtami é um festival famoso em Mathura, Vrindavan e outras áreas de Braj.

De acordo com a tradição hindu, o Senhor Krishna levantou o monte Gowardhan em seu Knishtha (dedo menor) no dia de Gowardhan Puja para salvar as pessoas de Braj da fúria de Indra. Após sete dias de inundações implacáveis ​​da região de Braj, Deus Indra aceitou sua derrota em Gopashtami.

O Senhor Krishna sugeriu que as pessoas de Braj deixassem de dar a oferta anual feita ao Deus Indra. Isso irritou Indra e ele decidiu inundar a região de Braj. Mas Deus Indra falhou em sua missão, pois graças a Krishna, as pessoas de Braj e seus animais estavam protegidos sob a vasta cobertura da colina de Gowardhan. 

Em Gopashtami, as vacas e os bezerros são decorados e adorados. O ritual de adorar vacas e bezerros é semelhante ao Govatsa Dwadashi em Maharashtra. 

Mantra da Cura: Om Shri Dhanvantre Namaha

Dhanvantari é um Avatar de Vishnu da tradição Hindu. Ele aparece nos Vedas e Puranas como o médico dos deuses (devas), e o deus do Ayurveda.

Este é o Mantra a Dhanvantari.

Dhanvantari é um Avatar de Vishnu da tradição Hindu. Ele aparece nos Vedas e Puranas como o médico dos deuses (devas), e o deus do Ayurveda. É prática comum no hinduísmo para os fiéis a orar a Dhanvantari buscando as bênçãos de boa saúde para si e para os outros.

Om Namo Bhagavate
Vasudevaya Dhamvantaraye
Amrta Kalasa Hastaya
Sarva Maya Vinasanaya
Trailokya nathaya
Sri Maha Visnave Namah
Shanti Shanti Shanti

“Minhas saudações ao Senhor Dhanvantari, que está em todo lugar na forma de inteligência.
Saudações áquele que é o senhor de todo o Universo, que destrói todas as doenças e carrega em uma das suas mãos o pote do néctar da imortalidade.”

Em sânscrito:
Om Shri Dhanvantre Namaha

“Saudações ao Ser e poder do Curador Celestial.”

Om Shri Dhanvantre Namaha é o mantra da cura. Dhanvantari é o médico celeste, o santo padroeiro dos Ayurveda.

Este mantra ajuda a encontrar a cura para suas habilidades mentais, físicas e emocionais, cultivando e deixando mais forte o seu potencial para curar a si mesmo e aos outros.

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Além disso, entoando o mantra você alinha seu corpo físico com o seu corpo de luz e abre caminho para sentir a compaixão e o amor com mais força.

Na Índia, o mantra é cantado no momento do cozimento dos alimentos, passando vibrações de cura, seja para prevenir doenças ou ajudar na cura dos que estão doentes.  

Em breve falaremos mais sobre esse Deus.

Meditando com Krishna

✨ ✨ ✨ ✨ ✨ ✨ ✨Hare Krishna✨ ✨ ✨ ✨ ✨ ✨ ✨


“… Outro ponto estabelecido neste versículo é que a meditação deve ser realizada com o canto de um mantra. Cantar o mantra Hare Krishna é o processo mais fácil de meditação.Tão logo se canta o mantra Hare Krsna, ele vê as formas de Krishna, Rama e Suas energias, e faz o palco perfeito de transe. Não se deve artificialmente tentar ver a forma do Senhor enquanto canta Hare Krsna, mas Quando o canto é realizado espontaneamente o Senhor Se revelará automaticamente para a vista do cantor.
O cantor, portanto, tem de se concentrar em ouvir a vibração, e sem fazer esforço extra em sua parte, o Senhor aparecerá automaticamente.”
Quem mantra seus males espanta!

Ganesha

Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva – o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.

Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva – o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.

As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização – “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza, etc.) tendo atingido um estado de equanimidade , representado por uma das presas quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante). A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, frequentemente roubando mais do que pode comer e guardando mais do que pode lembrar.

O Sábio tem o desejo sob total controlo, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. A cabeça de Ganesha simboliza o Atman ou a alma, que é a suprema realidade da existência humana, e seu corpo humano representa Maya, ou a existência terrena dos seres humanos. A cabeça de elefante indica sabedoria e seu tronco representa Om, o símbolo de som da realidade cósmica. Na mão direita superior Ganesha tem um aguilhão, que ajuda a impulsionar a humanidade para a frente no caminho eterno e eliminar os obstáculos do caminho. A corda na mão esquerda de Ganesha é um delicado instrumento para captar todas as dificuldades. A presa quebrada de Ganesha, que tem como uma caneta na mão direita inferior é um símbolo de sacrifício, que partiu para escrever o Mahabharata.

O rosário na mão de outros autores sugere que a busca do conhecimento deve ser contínuo. O lado (doce) que detém no seu tronco indica que é preciso descobrir a doçura do Atman. Seus ouvidos fã-como saber que ele é todo ouvidos para a nossa petição. A serpente que corre em volta de sua cintura representa a energia em todas as formas. A mão inferior esquerda oferece Modaka – Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto conhecimento.

Para adorar Ganesha, monte um pequeno altar com um pano vermelho e a sua imagem e faça diariamente os seus mantras ou oração. Como oferendas pode colocar arroz cozido só em água, flores amarelas e vermelhas, queime um incenso de Sândalo, e velas vermelhas e amarelas, um potinho com rebuçados de coco, um pratinho com nove moedas. Um cristal branco também pode ser colocado no seu altar.

Repita nove vezes o mantra OM, e o mantra “Om Gam Ganapataye namaha”.

Os Nomes de Ganesha

Nomes de Ganesha através dos quais ele deve ser lembrado:

1 – Aquele que tem a tromba curva;

2 – Aquele que tem um dente;

3 – Aquele cujo veículo é um rato escuro;

4 – Aquele que tem a face de elefante;

5 – Aquele que tem um grande abdome;

6 – O grande;

7 – O rei dos obstáculos;

8 – Aquele que tem a cor escura;

9 – Aquele que tem a lua na testa;

10 – O removedor dos obstáculos;

11- O Senhor dos ganas, forças de ShivaEle é o ‘Deus da Boa Fortuna” e também o “Destruidor de Obstáculos” de ordem material ou espiritual.

Ganesha é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) sobretudo pelos mercadores e pessoas de negócio. 

O ANIVERSÁRIO DE GANHESHA

Ganesha Chaturthi cai no quarto dia da quinzena de lua escura no mês Hindu de Bhadra (setembro), exatamente no dia 11 de setembro. Neste dia, as pessoas por toda parte na Índia celebram o aniversário de Ganesha. Ganesha é um símbolo muito poderoso do Yoga, e uma lembrança de como deveria ser nossa visão para administrar nossas vidas, com objetivo de viver mais harmoniosamente e conscientemente.

Ganesha é considerado o destruidor dos obstáculos ao desenvolvimento espiritual e material, permitindo aos seus devotos alcançar as riquezas e assegurando o êxito em todos os empreendimentos, por isso é a primeira divindade reverenciada em todos os rituais hindus.
Chaturthi quer dizer ‘o quarto’. Aqui especificamente recorre ao quarto estado de ser, super-consciência. Um indivíduo tem que buscar a ajuda de Ganesha se ele desejar chegar a este quarto estado. Por isto que o festival é chamado Ganesha Chaturthi. É uma lembrança que se devem buscar as bênçãos de Ganesha para se ter sucesso no Sadhana Yogui (prática de Yoga).

A palavra Ganesha é composta de duas palavras do sânscrito: Gana (criado ou administrador) e Isha (supremo). Então Ganesha quer dizer literalmente ‘o administrador’ supremo. Ele também é conhecido amplamente como Ganapati, ‘o administrador’ principal. A palavra Gana nesse contexto tem significado especial. A mente cósmica e individual tem aspectos diferentes ou poderes; estes são chamadas Ganas. Ganesha é o chefe ou o que possui maior destes poderes, que controla todos os outros. O poder da inteligência que dirige tudo no cosmo e no homem.

Ganesha simboliza aquela inteligência inexplorada dentro de cada um de nós. O propósito de adorar e evocar Ganesha é provocar a transformação interna, enquanto resultando de uma expressão de pura inteligência, despertado progressiva e gradualmente por Sadhana Yogui, ou seja, práticas de Yoga. Ganesha é o segundo filho de Shiva (que representa a Consciência) e Parvati (que representa a energia dinâmica). O primeiro filho deles se chama Kartikeya ou Subramanyam, cujo filho simboliza aspectos de nosso ser que não participa dos negócios mundanos, e com intensa manifestação das qualidades do pai (Shiva): severidade, separação, conhecimento espiritual e felicidades. Entretanto Parvati queria um filho mais da terra, que fosse seu ajudante, assim criou Ganesha uma perfeita combinação de inteligência e participação ativa no mundo, que simboliza aí os aspectos mais práticos do nosso ser.
Um dia Parvati pediu para Ganesha vigiar sua casa e não permitisse que ninguém entrasse. Nesse momento Shiva chegou, porém Ganesha não permitiu sua entrada na casa. Como Shiva já estava aborrecido enviou todos os seus Ganas (criados) para retirar esse menino da porta da casa, todavia Ganesha venceu todos com sua inteligência e rapidez. Assim sendo Shiva não teve outra alternativa senão cortar sua cabeça. Parvati ao saber do acontecido começou a destruir o mundo e Shiva a pacificou prometendo devolver a vida a Ganesha com a cabeça de outro ser. Ao ver a cabeça de um filhote de elefante, sua cabeça foi cortada e unida ao corpo de Ganesha, voltando assim à vida, com as bênçãos de seus pais e de todos os deuses.

A mensagem do dia de Ganesha Chaturthi é:

Desperte sua inteligência e você ganhará em todas as esferas de sua vida seja físico, mental ou espiritual.

Om Gam Ganapataye Namah

Mantras de Ganesha

Para inspirar virtudes.
mantra: Om Gunapravanasaantushtaaya Namahá.

Auto-respeito e auto-suficiência.
mantra: Om Gunaikabhuvae Namahá.
Tolerância.
mantra: Om Gunapoornaaya Namahá.

Escapar da roda de reencarnação. (Sanssara)
mantra: Om Gunavachhakra Samsaraaya Namahá.

Conquistar o poder pessoal.
mantra: Om Gajjapatayae Namahá.
Compreender a natureza de tudo.
mantra: Om Gajatratrae Namahá.

Destruir ilusões
mantra: Om Gajamaayaaya Namahá.

Meditar na transitoriedade da vida
mantra: Om Gajahaetavae Namahá.

Ser justo.
mantra: Om Gajasaetavae Namahá.

Destruir a ignorância.
mantra: Om Gajadaityaghnae Namahá.

Para a prudência.
mantra: Om Gajapungavaaya Namahá.

Acalma a mente sempre obsessiva.
mantra: Om Garjito Ji Tadaityasavae Namahá.

O efeito desse mantra é colocar sua mente em “obssessões” saudáveis como cuidar do corpo, estudar, ajudar o próximo, amar, etc.

Excelência musical.
mantra: Om Gaanatattvavivaechakaaya Namahá.
Conhecer a filosofia do som.
mantra: Om Gaanashlaghinae Namahá.
Energia física.
mantra: Om Gaanaayattaaya Namahá.

Acalma o coração afetivamente.
mantra: Om Gurubhujaaya Namahá.

Tolerância com o próximo e com você mesmo.
mantra: Om Gurupriyaaya Namahá.

Energia.
mantra: Om Gurushreeaye Namahá

Auto-estima.
mantra: Om Garishthaaya Namahá.
Auto-aceitação.
mantra: Om Gurukantayae Namahá.

Proteger as crianças.
mantra: Om Guruputra Paritratrae Namahá.

Harmonia familiar.
mantra: Om Guruputraarti Shamanaaya Namahá.

Reconhecimento da sua iluminação.
mantra: Om Gauraaya Namahá.

Alegria.
mantra: Om Govardhanaaya Namahá.

Para observar o silêncio que é tua essência.
mantra: Om Goshtaaya Namahá.

Libertar-se da fadiga.
mantra: Om Gatatraasaaya Namahá.

Estimular a saúde.
mantra: Om Gatajvaraaya Namahá.

Propiciar liberdade.
mantra: Om Gataaya Namahá.

Sair das ilusões.
mantra: Om Grahabhartrae Namahá.

Tornar-se amoroso.
mantra: Om Gudaaya Namahá.

Facilita e abençoa as práticas tântricas.
mantra: Om Gudaakesha Sakhaaya Namahá.
Egocentrismo.
mantra: Om Garvanudae Namahá.

Inspiração aos praticantes de yoga.
mantra: Om Gurutantraaya Namahá.

Para saudar Ganesha, o auspicioso.
mantra: Om Gataahitaaya Namahá.
Estes são dois mantras de Ganesha que despertam o poder pessoal do praticante:
– Om Ganapatayê Namah;

-Om Sri Ganeschaya Namah.